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Economia

Fed e Copom decidem juros nesta quarta-feira com apostas em rumos opostos

Fed e Copom decidem os rumos dos juros nos Estados Unidos e no Brasil nesta quarta-feira, com projeções de alta no cenário americano e corte na taxa Selic.

Redação•16 de set. de 2026, 08:30
Fed e Copom decidem juros nesta quarta-feira com apostas em rumos opostos
Imagem: site

Fed e Copom decidem juros nesta quarta-feira com apostas em rumos opostos

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Nesta quarta-feira (16), o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central (BC) definem os novos rumos para as taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil, respectivamente, em um evento conhecido como "superquarta". As expectativas do mercado apontam para direções opostas nas duas maiores economias das Américas.

No cenário norte-americano, a projeção majoritária é de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) promova uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros. Caso o movimento se concretize, o índice passará da faixa atual de 3,5% a 3,75% para um intervalo entre 3,75% e 4%, marcando a primeira alta dos juros nos Estados Unidos em três anos. O anúncio do Fed está programado para as 15h (horário de Brasília), seguido por uma coletiva com o chair Kevin Warsh no mesmo horário.

O avanço nas apostas por uma política monetária mais restritiva nos EUA ganhou força diante da persistência inflacionária e da alta nos preços de energia. Dados recentes mostram que o índice de preços de gastos dos consumidores (PCE) acumulou alta de 3,7% em 12 meses até julho. Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,4% em agosto, enquanto o núcleo do indicador subiu 0,3%, e o índice de preços ao produtor acumulou alta de 5,4% em 12 meses no mesmo período. A alta do petróleo também tem pressionado os combustíveis e as expectativas de inflação no país.

A decisão ocorre sob pressão política. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou às vésperas da reunião que o país deveria ter "a menor taxa de juros do mundo" e cobrou uma condução monetária mais branda.

Enquanto isso, no Brasil, a expectativa predominante aponta para um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que atualmente está em 14% ao ano. Se confirmado, o recuo para 13,75% representará a quinta redução consecutiva realizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), cuja decisão será divulgada após as 18h30.

A tendência de baixa no mercado brasileiro foi reforçada pela deflação de 0,32% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, a primeira mensal em um ano. No acumulado de 2026, o indicador apresenta alta de 3,11%, com inflação em 12 meses em 4,22%. O Boletim Focus divulgado na segunda-feira (14) reduziu a projeção para o IPCA de 2026 de 5% para 4,9%, mantendo a mediana para a Selic ao final do ano em 13,75%, embora instituições como o Bank of America projetem novas reduções nas reuniões de novembro e dezembro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fed-e-copom-decidem-juros-nesta-quarta-com-apostas-em-rumos-opostos/

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