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Flávio Bolsonaro atuou como advogado de PM acusado de matar menina

Senador Flávio Bolsonaro integrou a defesa de PM acusado de matar menina de cinco anos com tiro de fuzil em Niterói.

Redação•24 de out. de 2026, 11:30
Flávio Bolsonaro atuou como advogado de PM acusado de matar menina
Imagem: site

Flávio Bolsonaro atuou como advogado de PM acusado de matar menina

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O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) integrou a banca de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar com um tiro de fuzil a menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, em 2 de fevereiro de 2021.

O caso foi mencionado durante o debate da Band no último domingo, 18, quando o presidente e candidato à reeleição Lula questionou o oponente sobre a atuação jurídica no caso. Em resposta, o candidato do PL afirmou que o petista criminalizava a advocacia e declarou que não houve julgamento.

Detalhes da acusação e da defesa

De acordo com o Ministério Público, por volta das 10h50 do dia 2 de fevereiro de 2021, o PM Bruno Delaroli entrou no bairro do Badu, em Niterói, e realizou disparos com um fuzil Imbel calibre 7,62mm. Um dos projéteis atingiu o tórax da menina Ana Clara, que brincava com outra criança de dois anos na região conhecida como Pocinho.

A denúncia aponta que transeuntes gritaram para alertar que havia moradores, mas o policial seguiu com os tiros. A versão apresentada pelo PM indicava um suposto revide à agressão injusta de traficantes armados em uma área dominada pelo Comando Vermelho, com a alegação de fogo cruzado. A defesa também apontou uma suposta quebra da cadeia de custódia por falta de preservação da cena do crime e ausência de perícia adequada.

Moradores da região afirmaram que o local não era mais controlado por traficantes e a viatura policial não apresentou marcas de confronto. Laudos indicaram que na cena do crime foram encontrados apenas estojos de munição calibre 7,62 mm, correspondentes aos disparados por Bruno Delaroli.

Atuação no STJ e STF

O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, após a fase de pronúncia — etapa preliminar do júri popular em que o juiz aponta elementos de crime doloso contra a vida. Nessa fase, Flávio Bolsonaro passou a atuar na defesa para questionar a decisão que determinou o julgamento popular do PM, denunciado por homicídio qualificado com dolo eventual.

A tese da defesa não convenceu o Judiciário. Após o STJ, a defesa do policial militar ainda tentou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), mas também não obteve sucesso.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/entenda-caso-em-que-flavio-atuou-como-advogado-de-pm-acusado-de-matar-menina/

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