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Fuga de Flávio Bolsonaro teve estratégia de desinformación de aliados

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi acompanhada de desinformação disseminada por aliados e fontes ligadas ao governo de Donald Trump enquanto ele ainda estava em território nacional.

Redação•28 de out. de 2026, 08:30
Fuga de Flávio Bolsonaro teve estratégia de desinformación de aliados
Imagem: site

Fuga de Flávio Bolsonaro teve estratégia de desinformación de aliados

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A saída do Brasil do candidato derrotado ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) foi acompanhada, ao longo da última terça-feira (27), por informações falsas sobre o paradeiro do senador. Os dados foram repassados por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.

Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio só cruzou a fronteira às 22h50 de terça, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda, e das filhas, Carolina e Luiza. Às 23h30, a família embarcou em um voo privado com destino declarado a Guayaquil, no Equador.

Cronologia das informações falsas ao longo do dia

As versões desencontradas circularam enquanto a Polícia Federal buscava o senador. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia determinado no domingo (25) a entrega dos passaportes de Flávio e o proibido de deixar o país. O prazo encerrou-se às 11h de terça-feira, e os documentos não foram entregues, o que levou a PF a cancelar os passaportes comum e diplomático do político.

  • Pouco depois das 14h: Aliados de Flávio afirmaram que o senador e sua família haviam deixado o Brasil.
  • Meio da tarde: Duas fontes confirmaram que ele estava a caminho dos EUA, na mesma linha de uma autoridade americana junto à agência Reuters.
  • Às 17h39: Fontes ligadas ao governo americano disseram que Flávio já havia chegado aos EUA com a esposa e as filhas. Uma pessoa a par da situação também corroborou a presença dele em solo norte-americano.
  • À noite: Um conselheiro de Trump afirmou que o presidente americano autorizou a entrada de Flávio, acrescentando que autoridades dos EUA sabiam desde segunda-feira (26) que ele tinha 24 horas para entregar os passaportes.
  • Pouco antes das 22h: Aliados declararam que Flávio já havia se encontrado com o irmão, Eduardo Bolsonaro, na Flórida, e planejava uma entrevista para esta quarta-feira (28). Uma hora depois, o governo argentino registrava sua passagem pelo controle migratório na fronteira.

Orientação inicial e investigações

Na segunda-feira (26), durante reunião com integrantes da campanha em um escritório de advocacia no Lago Sul, em Brasília, Flávio foi aconselhado por aliados a não deixar o país. Aliados moderados avaliavam que uma prisão logo após a eleição prejudicaria a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no exterior. No mesmo dia, em vídeo nas redes sociais, o senador afirmou ter sido intimado a entregar os passaportes e proibido de sair do Brasil. Uma fonte brasileira próxima relatou que ele temia ser preso.

Fontes ouvidas mantêm que o objetivo final do senador são os Estados Unidos, com dois funcionários do governo americano afirmando que vistos estão sendo emitidos para ele e sua família. Até o momento, não houve confirmação oficial da chegada da aeronave ao Equador ou do pouso em solo americano.

Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos da PF: um apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, que teria recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master; o outro investiga suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades e afirma manter apenas relação de amizade com Tomaz, que também contesta as acusações.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/fuga-de-flavio-contou-com-estrategia-de-desinformacao-de-aliados/

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