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Economia

Governo de Javier Milei busca novo aval do FMI para enfrentar crise de financiamento

O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, reuniu-se com o FMI para negociar liberação de recursos e enfrentar a crise de financiamento.

Redação•14 de out. de 2026, 11:44
Governo de Javier Milei busca novo aval do FMI para enfrentar crise de financiamento
Imagem: site

Governo de Javier Milei busca novo aval do FMI para enfrentar crise de financiamento

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O governo do presidente argentino Javier Milei enfrenta mais um teste para sustentar sua política econômica, buscando um novo aval do Fundo Monetário Internacional (FMI) em meio a uma crise de financiamento. O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, reuniu-se com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, durante os encontros anuais da instituição realizados em Bangcoc, na Tailândia.

As negociações ocorrem enquanto Buenos Aires aguarda a liberação de recursos do organismo estimada em cerca de 869 milhões de dólares. O país mantém um programa de financiamento de 20 bilhões de dólares aprovado em abril de 2025. Em maio deste ano, a instituição autorizou uma parcela de aproximadamente 1 bilhão de dólares, elevando os desembolsos totais a 15,8 bilhões de dólares até então. A liberação de verbas está condicionada ao cumprimento de metas fiscais e de acumulação de reservas internacionais.

A disponibilidade de dólares continua sendo a maior vulnerabilidade argentina. Embora o Banco Central tenha ampliado as compras de moeda estrangeira em 2026, as reservas efetivamente livres para enfrentar crises cambiais seguem limitadas diante das obrigações externas. Na avaliação de maio do FMI, a Argentina havia descumprido a meta de acumulação de reservas líquidas para o fim de 2025, embora o organismo tenha reconhecido esforços posteriores de recomposição.

O calendário de pagamentos da dívida também amplia a pressão para o ano de 2027. O FMI advertiu que a capacidade de honrar obrigações com a instituição está sujeita a riscos excepcionais. Projeções de maio indicam que os pagamentos devidos ao Fundo em 2027 equivalerão a cerca de 18% das reservas internacionais brutas projetadas para o período.

Para enfrentar os desafios, a gestão de Milei aposta na disciplina fiscal, na desregulamentação econômica e na expansão de setores exportadores como energia, mineração e agronegócio. No entanto, a desaceleração da atividade econômica impõe dificuldades adicionais. Pesquisa da Reuters reduziu a previsão de crescimento do PIB argentino em 2026 de 3% para 1,9%, e para 2027 a estimativa caiu de 3% para 2,6%, apontando risco de recessão técnica após uma retração de 0,6% no segundo trimestre.

O FMI reconheceu os avanços na organização das contas públicas e o cumprimento de metas fiscais de 2025, recomendando a continuidade da redução de subsídios à energia, maior eficiência em assistência social e contenção de despesas discricionárias. Uma nova aprovação do Fundo funcionará como sinal de confiança na continuidade do programa econômico, embora a Argentina precise ampliar a geração de dólares e reconstruir reservas para superar seus problemas estruturais.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/milei-vai-ao-fmi-e-depende-de-novo-aval-para-enfrentar-crise-de-financiamento-da-argentina/

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