O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou adotar medidas judiciais contra autoridades eleitorais da Califórnia caso não ocorra, em um prazo de 48 horas, a revisão de uma lista de supostos não cidadãos cadastrados para votar no condado de Los Angeles.
A exigência foi formalizada em uma carta enviada na terça-feira (13) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) e assinada pelo vice-procurador-geral adjunto interino, Trent McCotter. A iniciativa amplia a pressão federal para a remoção de eleitores dos registros e ocorre após o envio de cédulas pelo correio em algumas regiões, além de sucessivas derrotas judiciais da administração Trump em tentativas de interferir na organização das eleições.
O documento determina que as autoridades eleitorais bloqueiem o envio de cédulas aos indivíduos apontados como supostos não cidadãos e mantenham os votos separados até que a cidadania seja confirmada. Segundo McCotter, se as medidas não forem adotadas pelo condado de Los Angeles, o departamento buscará medidas judiciais emergenciais. O governo entregou um dispositivo USB com os nomes considerados pela administração como "provavelmente não cidadãos" que receberam cédulas por correio, solicitando cooperação com o Departamento de Segurança Interna (DHS).
Especialistas e administradores eleitorais questionaram o momento do envio da carta, destacando que as cédulas já haviam sido distribuídas em 5 de outubro e que a administração federal teve controle total por 21 meses para examinar os registros públicos da Califórnia.
Em contrapartida, a porta-voz do Departamento de Justiça, Kiersten Pels, afirmou que a lei federal determina que apenas cidadãos americanos podem votar em eleições federais e que o órgão tomará as medidas legais necessárias para proteger a integridade eleitoral.
