A disputa interna no topo da pirâmide de poder no Brasil, concentrada no Supremo Tribunal Federal (STF), acabou arrastando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para uma crise institucional. A avaliação aponta que o conflito não se trata de fricção, mas de uma guerra de destruição do adversário, travada na superfície por argumentos jurídicos ou técnicos.
Entre as contradições apontadas na celeuma atual está a discussão em torno de uma fake news envolvendo Nossa Senhora de Aparecida, que gerou críticas, como a acusação da campanha de Flávio de que o ministro Dino usurpou competência do TSE para liberar a mentira. A questão de fundo, no entanto, envolveria a relação de integrantes do Supremo com um personagem descrito como vigarista e a captura da Corte.
O STF enfrentaria dificuldades para lidar com a situação enquanto discute uma questão de ordem sobre a ordem de investigações envolvendo nomes associados ao patrocinador Vorcaro. Diante desse cenário, uma ala de força dentro da Suprema Corte apostaria na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como fator de sobrevivência política, uma estratégia de alto risco dependente de um pleito indefinido.
Além disso, o processo de descrédito gerado pela disputa já teria sido transferido para o TSE, somando-se a insinuações de corrupção que atingem outros tribunais superiores. Analistas apontam que o conflito deve persistir independentemente do resultado das urnas, mantendo a destruição institucional em curso e com desdobramentos imprevisíveis para o futuro.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/waack-guerra-no-stf-arrasta-tribunal-eleitoral-para-crise/
