O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP) declarou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (5) que focará seu mandato na pauta da segurança pública e na revisão do pacto federativo. Para o parlamentar, a segurança pública representa um propósito de vida e exige um endurecimento robusto da legislação.
Derrite criticou propostas do governo federal, citando como exemplo o projeto conhecido como PL Antifacção, que, segundo ele, prevê a criação de um suposto "faccionado privilegiado" com pena de três anos e meio de prisão.
No domingo (4), Guilherme Derrite alcançou a marca de candidato ao Senado Federal mais votado na história do país, conforme apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, ele totalizou 13.273.880 votos, o equivalente a 30,59% do total. O recorde anterior pertencia a Aloysio Nunes (PSB), que somou 11.189.168 votos em 2010. O pleito de 2026 em São Paulo também elegeu André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que obteve 12.703.089 votos, ou 29,28%.
Durante a entrevista, o senador eleito também pontuou a questão da distribuição e do retorno da arrecadação fiscal gerada pela população paulista. De acordo com Derrite, o contribuinte de São Paulo paga cerca de 40% dos tributos federativos regionalizados, mas recebe de volta apenas 17,6% para o estado. Na visão do parlamentar, o percentual é insuficiente e o objetivo é atrair mais recursos para que o governador Tarcísio de Freitas possa prosseguir com investimentos nas áreas de segurança, educação, saúde e infraestrutura.
