A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial no Brasil chamou a atenção de diversos veículos de imprensa ao redor do mundo. Neste domingo (25), mais de 150 milhões de eleitores brasileiros foram chamados às urnas para decidir entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O jornal britânico The Guardian apontou que o pleito tende a ser definido por uma margem estreita no maior país da América Latina, que possui um eleitorado de 159 milhões de pessoas. Segundo a publicação, com as bases de apoio de ambos os lados praticamente cristalizadas, o resultado final caberá ao pequeno grupo de eleitores que não se identifica com nenhum dos candidatos.
De acordo com o jornal francês Le Monde, o pleito coloca frente a frente duas visões radicalmente opostas para a nação, cujos desdobramentos devem ultrapassar as fronteiras brasileiras. Na mesma linha, o Financial Times classificou o Brasil como um campo de batalha essencial para as ambições de Washington na América Latina, considerando uma sequência de vitórias eleitorais de direita na região.
A emissora britânica BBC abordou as diretrizes dos concorrentes em relação aos Estados Unidos. O veículo recordou a declaração de Lula de que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, além de destacar a defesa de Flávio Bolsonaro por um alinhamento com Washington com o objetivo de enfrentar facções criminosas.
O diário americano The New York Times pontuou que os postulantes apresentam propostas bastante diferentes para o futuro da maior democracia da América Latina, contemplando temas como o combate ao crime organizado, a retomada de uma economia estagnada e a recuperação da confiança nas instituições do país. O jornal também mencionou as principais apreensões dos eleitores, citando a proliferação de redes criminosas e as dificuldades financeiras decorrentes da estagnação econômica.
Por fim, a rede Al Jazeera enfatizou o caráter acirrado da disputa e informou que as duas campanhas voltaram seus esforços para atrair o eleitorado que se absteve no primeiro turno. Conforme especialistas ouvidos pelo veículo, pequenas variações na taxa de participação podem ser determinantes devido à proximidade nos números.
