Perspectivas econômicas para um eventual novo mandato
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 2ª feira (14.set.2026) que um eventual 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará um quadro fiscal mais organizado e a redução das taxas de juros. Em sua participação no seminário Brasil Hoje, realizado pela Esfera Brasil em São Paulo, o ministro destacou que o sucesso desse cenário depende do ajuste nas contas públicas, da revisão de despesas obrigatórias e da manutenção da estabilidade institucional.
Durigan enfatizou a conexão entre a disciplina fiscal e a política monetária. “Claro que o fiscal tem importância na definição da taxa de juros”, pontuou, defendendo o aperfeiçoamento do arcabouço fiscal vigente sem a necessidade de mudanças radicais. Segundo ele, o país precisa de consistência em vez de trocas constantes de regras, as quais considera exaustivas para o mercado.
Revisão de gastos e benefícios
Um dos pontos centrais da fala do ministro foi a necessidade de transparência nos benefícios tributários. Durigan foi enfático ao declarar que não pode haver “caixa-preta” nesses incentivos, defendendo avaliações periódicas que considerem mudanças tecnológicas e demográficas. Ele citou a redução linear de 10% nos benefícios infraconstitucionais ocorrida em 2026 como uma medida que pode ser replicada para garantir maior isonomia.
Estado e mercado
Sobre a relação entre setor público e privado, o ministro defendeu a tese de “Estado forte, mercado forte”. Para Durigan, o Estado deve atuar onde o mercado não apresenta apetite, focando na modernização da administração pública e na redução da burocracia para empresas. O seminário, que reuniu diversas autoridades, discutiu também temas como soberania, inteligência artificial e segurança pública.
