O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (6), durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética em Brasília, que passará a fiscalizar diretamente as ações e os prazos das medidas do governo. Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que aqueles que não corresponderem às entregas devem deixar os cargos.
Durante o encontro, Lula destacou o papel do conselho e ressaltou que assumirá um papel de controle sobre as decisões aprovadas. "Estou orgulhoso pelo nosso querido Conselho Nacional de Política Energética. Feliz o país que tem um conselho desse que pode decidir as coisas, implementar as coisas e executar, porque, a partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal, sabe? Do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar", afirmou.
O presidente complementou exigindo rigor nos prazos de execução das propostas governamentais. "Aprovou uma coisa, eu quero saber data de entrega, quero saber em quanto tempo vai ser entregue. Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar", declarou.
Ainda durante a reunião, Lula manifestou o objetivo de transformar o Brasil em uma potência econômica nos próximos quatro anos de gestão, superando o estágio atual de desenvolvimento. Segundo o presidente, a meta é equiparar ou superar potências estrangeiras, sem depender de nações como a China ou os Estados Unidos.
A reunião extraordinária ocorreu às vésperas da COP31, marcada para começar na próxima segunda-feira (9), na Turquia. No encontro, foram aprovadas as diretrizes para a formulação do Mapa do Caminho Nacional, iniciativa voltada à redução gradual da dependência de combustíveis fósseis no país.
