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Lula defende Nossa Senhora Aparecida e cobra respeito às religiões

Em ato em Belém, Lula afirmou que ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida durante seu mandato e cobrou respeito às religiões.

Redação•29 de set. de 2026, 02:45
Lula defende Nossa Senhora Aparecida e cobra respeito às religiões
Imagem: site

Lula defende Nossa Senhora Aparecida e cobra respeito às religiões

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Durante um ato de campanha realizado em Belém nesta segunda-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, durante sua gestão, ninguém irá "avacalhar" com Nossa Senhora Aparecida, identificada como a Padroeira do país. O chefe do Executivo ressaltou a importância do respeito mútuo entre as crenças. "Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religões, principalmente as religões de Matriz Africana. Ninguém é dono da verdade", declarou o presidente.

A menção à Padroeira do Brasil ocorreu após a circulação de notícias falsas sobre um suposto projeto do candidato Flávio Bolsonaro (PL) que visaria a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto. Logo após as falas de Lula, uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará, foi entregue ao presidente, que a ergueu para o público presente.

Em entrevista concedida na noite de domingo (27) ao programa Canal Livre, da Band, Lula já havia comentado sobre o tema e mencionado a repercussão da possibilidade de remoção do título. Questionado pela jornalista Adriana Araújo se o episódio tratava-se de uma fake news, o petista respondeu que não sabia se configurava mentira. Na mesma ocasião, ele relembrou episódios passados envolvendo intolerância religiosa contra a imagem.

O caso ganhou repercussão na semana com a veiculação de conteúdos na internet associando o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a uma proposta para destituir Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional. O parlamentar desmentiu o boato em suas redes sociais na quinta-feira (24), afirmando que a informação não tem fundamento e atribuindo a autoria à chamada "milícia do PT". A equipe jurídica da campanha de Flávio avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar os responsáveis pela desinformação.

As postagens que viralizaram basearam-se em um vídeo de agosto em que Flávio Bolsonaro afirmava que, ao assumir a Presidência, decretaria que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo. A declaração foi utilizada fora de contexto para sugerir um plano contra os católicos e um aceno ao eleitorado evangélico. A proposta real que inspirou a polêmica foi apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli (à época no PMDB), sob o Projeto de Lei 2.623/2007, que sugeria alterar o termo do feriado de 12 de outubro. O texto, no entanto, foi arquivado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2022.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/lula-enquanto-eu-for-presidente-ninguem-vai-avacalhar-com-nossa-senhora/

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