O presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou durante entrevista ao programa CNN 360° que a legenda vai exigir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorre após o partido oficializar seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
De acordo com Ribeiro, a decisão de apoiar o candidato do PL baseia-se na coerência ideológica da sigla. O dirigente declarou que a campanha apontou dois grandes inimigos para o país: uma ala de ministros do STF que, segundo ele, abusa de poder e está envolvida em escândalos de corrupção, e o desgoverno do PT.
Bancada no Senado e renovação
Para o presidente do Novo, a primeira frente para combater os abusos da Corte avançou com a composição do novo Senado, permitindo que o foco agora seja derrotar o PT no segundo turno. O partido elegeu três senadores neste ciclo eleitoral: Marcel van Hattem (Novo-RS) pelo Rio Grande do Sul, Deltan Dallagnol (Novo-PR) pelo Paraná e Lahesio Bonfim (Novo-MA) pelo Maranhão.
“O Novo vai fazer parte dessa bancada à direita, que vai exigir o impeachment de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Eduardo Ribeiro, ressaltando que a profunda renovação no Senado representa um avanço significativo para enfrentar os magistrados.
Crescimento eleitoral e ações jurídicas
O dirigente atribuiu a superação da cláusula de barreira a fatores como o triplo de candidatos em relação ao pleito anterior, destacando que a legenda foi a terceira com maior número de concorrentes. O partido passou de três deputados federais eleitos em 2022 para dez na eleição atual, além das três cadeiras conquistadas no Senado.
Ribeiro também citou a atuação política e jurídica da legenda, mencionando ações que culminaram no afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e na abertura de julgamento do Procurador-Geral da República no Conselho Superior do Ministério Público.
Situação de Deltan Dallagnol
Questionado sobre a situação jurídica de Deltan Dallagnol, que possui sessão de julgamento marcada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ribeiro demonstrou confiança na manutenção do mandato e classificou o processo como perseguição. Argumentou ainda que as reclamações que fundamentaram a cassação do registro do parlamentar em 2023 já foram arquivadas e reforçou que a cadeira do político paranaense é inegociável e legitimada pelo voto popular.
Possível participação em governo
Sobre a eventual participação do Novo em um governo de Flávio Bolsonaro, o presidente da sigla adotou cautela, mas sinalizou abertura. Segundo ele, o eventual governo poderá contar com o partido, embora qualquer participação venha a ser debatida com as bancadas. Ribeiro destacou que a legenda possui capacidade de contribuição tanto por meio de cargos ministeriais quanto na articulação parlamentar, auxiliando na aprovação de reformas e emendas constitucionais.
