Partidos aliados ao bolsonarismo, com os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve conviver no novo mandato, vão representar 14 estados da federação. O montante representa 138 milhões de brasileiros, o que equivale a 64% da população do país.
O Republicanos garantiu vitórias no primeiro turno em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, e no segundo turno no Espírito Santo. A legenda será a que mais vai governar cidadãos nos estados: em 2027, serão 75,7 milhões de pessoas sob a gestão do partido.
Já o PL (Partido Liberal) administrará estados que somam 51,2 milhões de habitantes, incluindo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rondônia e Roraima. Na sequência, o PT será a legenda que mais governará brasileiros nos estados, totalizando 31 milhões de pessoas na Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. Outras siglas que aparecem a seguir liderando eleitorados estaduais entre 2027 e 2030 são PSD, PP, Podemos, MDB e PSDB.
Aliados e contestação do resultado
Entre os principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa presidencial, estão governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos, SP), Cleitinho (Republicanos, MG), Luciano Zucco (PL, RS) e Sergio Moro (PL, PR). No primeiro turno, também foram eleitos Otaviano Pivetta (Republicanos, MT), Eduardo Riedel (PP, MS), Jorginho Mello (PL, SC), Dr. Daniel (Podemos, PA), Arthur Henrique (PL, RR) e Marcos Rogério (PL, RO).
Após a reeleição de Lula no segundo turno, o candidato Flávio Bolsonaro contestou o resultado das urnas eletrônicas e afirmou que pedirá a anulação do pleito. Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a prorrogação da votação até as 19h no horário de Brasília após relatos de falta de ônibus e longas filas em cidades como São Paulo e Salvador. A medida ocorreu após campanhas acionarem a Justiça devido a dificuldades operacionais para reforçar a frota de transporte e problemas em garagens municipais.
Flávio classificou a determinação como uma quebra de isonomia e uma alteração das regras no meio do jogo. O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha, também se manifestou nas redes sociais contra a alteração.
Posicionamento do TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, reconheceu a vitória de Lula e declarou que a prorrogação da votação não comprometeu o resultado. O petista obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 48,21%.
Segundo Nunes Marques, a decisão exigiu alterações nas rotinas de apuração e reforço na segurança, uma vez que milhares de urnas já haviam sido encerradas e os equipamentos não permitem reabertura. O tribunal precisou bloquear temporariamente o recebimento dos Boletins de Urna, mas a equipe técnica garantiu a continuidade da apuração sem prejuízos à eleição.
