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Planalto avalia renúncia de Santiago Peña como revés da direita na América Latina

Palácio do Planalto avalia que renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña enfraquece a direita alinhada a Donald Trump na região.

Redação•05 de nov. de 2026, 21:30
Planalto avalia renúncia de Santiago Peña como revés da direita na América Latina
Imagem: site

Planalto avalia renúncia de Santiago Peña como revés da direita na América Latina

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O Palácio do Planalto avalia que a renúncia de Santiago Peña do cargo de presidente do Paraguai representa um enfraquecimento da direita alinhada a Donald Trump na América Latina. O governo brasileiro monitora a crise com cautela e demonstra preocupação com a possibilidade de a saída do mandatário gerar instabilidade no país vizinho.

Peña oficializou sua renúncia na quinta-feira (5). A decisão ocorreu na sequência de uma crise envolvendo o Ueno Bank, instituição da qual foi sócio até 2025, o que motivou a abertura de um processo de impeachment em seu desfavor. O ex-presidente mantinha proximidade política com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com o presidente da Argentina, Javier Milei. Sob sua gestão, o Paraguai integrou o Escudo das Américas, uma aliança regional de segurança estabelecida pelo governo dos Estados Unidos em março.

No entendimento do Planalto, a saída de Peña soma-se a outros reveses para os aliados de Trump na região, precedida pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e pelo revés dos republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, que renovaram a Câmara e parte do Senado norte-americano.

Por sua vez, o Itamaraty acompanha os desdobramentos no Paraguai com apreensão devido aos riscos de instabilidade. O governo do Brasil restringe suas análises ao âmbito interno e evita pronunciamentos públicos, avaliando que o processo sucessório é um assunto interno paraguaio que deve respeitar as normas do país.

Em Brasília, a projeção inicial é de que a saída de Peña gere impacto reduzido sobre os vínculos diplomáticos com o Paraguai, avaliados como construtivos. Contudo, caso a crise se estenda, há receios quanto a eventuais desdobramentos na fronteira e na cooperação bilateral relacionada a Itaipu.

Para o início de dezembro, Lula tem presença prevista na cúpula do Mercosul, em Montevidéu. A avaliação em Brasília aponta que o Paraguai deverá ser representado no evento pelo vice-presidente Pedro Alliana, cotado para assumir o comando do Executivo paraguaio.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/planalto-ve-saida-de-pena-como-novo-reves-da-direita-na-regiao/

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