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Economia

Populismo fiscal do governo Lula gera juros altos e onda de quebra de empresas no Brasil

Política fiscal do governo Lula eleva juros e impulsiona recorde de inadimplência, recuperações judiciais e falências de empresas no Brasil.

Redação•25 de set. de 2026, 07:54
Populismo fiscal do governo Lula gera juros altos e onda de quebra de empresas no Brasil
Imagem: site

Populismo fiscal do governo Lula gera juros altos e onda de quebra de empresas no Brasil

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A política fiscal adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem gerado impactos severos sobre o setor empresarial brasileiro. Sob a lógica de estimular o consumo para impulsionar o crescimento, o governo injetou bilhões de reais na economia por meio de iniciativas como a isenção do Imposto de Renda, o Gás do Povo e o programa Crédito do Trabalhador. Economistas e especialistas apontam que esse impulso fiscal, embora tenha acelerado o Produto Interno Bruto (PIB) acima da capacidade potencial do país, resultou em desequilíbrios macroeconômicos, taxas de juros elevadas e uma onda recorde de inadimplência e falências corporativas.

De acordo com dados do bureau de crédito Serasa Experian, o Brasil registra atualmente 84 milhões de inadimplentes e 9,2 milhões de negócios em situação irregular. As dívidas corporativas em atraso somam quase 240 bilhões de reais, impulsionando mais de 6.300 companhias para processos de recuperação judicial ou extrajudicial. O cenário afeta desde micro e pequenas empresas, com 2.400 registros, até companhias de médio porte, que somam mais de 3.100 casos. Entre os grandes nomes do mercado nacional que recorreram a essa proteção legal estão as varejistas Casas Bahia, Marabraz e Grupo Pão de Açúcar, além da petroquímica Braskem e da líder em etanol Raízen.

O agravamento da crise é atribuído à combinação entre a política de gastos públicos e o encarecimento do crédito. Durante períodos anteriores de juros baixos, estimulados pelo teto de gastos de 2017 e posteriormente pela redução da taxa Selic a 2% durante a pandemia de Covid-19, diversas empresas contraíram empréstimos com taxas pós-fixadas. No entanto, com a inversão da trajetória monetária para conter pressões inflacionárias, a Selic avançou expressivamente. Gabriel Galípolo, indicado por Lula ao comando do Banco Central, elevou a taxa básica a 15%, o patamar mais alto desde 2006, e posteriormente ajustou-a para 13,75% em setembro.

O encarecimento do crédito, com taxas que variam de 18% a 30% ao ano dependendo da modalidade, compromete o fluxo de caixa das companhias, que passam a destinar recursos expressivos ao pagamento de dívidas em detrimento de fornecedores e funcionários. O setor de varejo, operando com margens estreitas, destaca-se entre os mais afetados. A Marabraz, por exemplo, protocolou recuperação judicial em agosto para renegociar 140 milhões de reais em débitos. No agronegócio, o cenário de juros altos coincide com a queda nos preços das commodities, a alta no custo de insumos como fertilizantes e eventos climáticos extremos, a exemplo do grupo Belagrícola, que listou 2,2 bilhões de reais em recuperação extrajudicial.

Especialistas em reestruturação empresarial ressaltam que as negociações com os credores encontram barreiras devido à exigência de garantias reais mais rígidas. Na ausência de acordos amigáveis, o número de falências decretadas atingiu 292 ocorrências entre janeiro e abril, o maior patamar para o período desde o início da série histórica do Serasa em 2012. Analistas e profissionais da área avaliam que a reversão desse cenário de insolvência dependerá da adoção de medidas rigorosas de austeridade fiscal por parte do governo, criando espaço para uma redução sustentada nas taxas de juros do país.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/vitimas-da-farra-populismo-fiscal-do-governo-lula-leva-a-juros-altos-e-uma-onda-de-empresas-quebradas/

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