Consenso sobre o combate à inflação
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, declarou nesta quinta-feira (10) que a decisão de elevar a taxa básica de juros em 25 pontos-base foi unânime e considerada "muito fácil" pelos dirigentes da instituição. Segundo Lagarde, houve um consenso claro quanto aos riscos representados pela inflação persistente.
Projeções e impactos econômicos
Embora as expectativas de inflação a curto prazo continuem elevadas, o BCE aponta que, a longo prazo, o índice deve se estabilizar em 2%, com previsão de retorno à meta apenas no final de 2027. A presidente alertou que os preços da energia impactarão produtos básicos e alimentos gradualmente.
Sobre o futuro da política monetária, Lagarde evitou definir um caminho fixo para os juros, destacando que a incerteza do cenário global pode alterar as perspectivas rapidamente. Ela também observou que a alta nos rendimentos dos títulos governamentais é um fenômeno mundial e que a instituição monitora atentamente esses movimentos.
Resiliência da zona do euro
Apesar dos desafios, a economia da zona do euro demonstra resiliência, sustentada por investimentos empresariais e imobiliários. Contudo, Lagarde pontuou que interrupções no abastecimento de energia, atritos comerciais e eventos climáticos extremos — que podem elevar preços de alimentos — representam riscos significativos ao PIB.
A coletiva também contou com a presença de Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, que manifestou preocupação com o impacto político da ascensão de partidos de extrema-direita na Alemanha sobre o interesse dos investidores estrangeiros no país.
