Otimismo com a economia
O controlador do banco BTG Pactual, André Esteves, expressou otimismo sobre a capacidade do próximo governo brasileiro em reduzir os juros de forma estrutural, independentemente do vencedor das eleições de outubro. Durante evento do grupo Esfera Brasil, em São Paulo, o banqueiro afirmou que o próximo mandatário terá a oportunidade de conduzir o país a "juros civilizatórios".
Paralelo com o Plano Real
Esteves traçou um paralelo entre o combate à hiperinflação do passado e a atual necessidade de reduzir as taxas de juros. Assim como o Plano Real superou a crise inflacionária, o banqueiro acredita que não estamos condenados a taxas elevadas. Segundo ele, através de um ajuste fiscal, a taxa Selic poderia cair dos atuais 14% para cerca de 7% ao ano no próximo mandato.
Impacto no investimento privado
Para o dono do BTG, a redução dos juros seria mais impactante do que o aumento dos investimentos públicos. Ele estima que, com taxas menores, o setor privado teria capacidade de investir mais de 20% do PIB. Esteves ressaltou que o ajuste fiscal necessário não é complexo e não depende de viés ideológico, criticando medidas que engessam o orçamento, como os pisos de Saúde e Educação.
Proposta de agenda para o próximo governo
O banqueiro sugeriu que o próximo presidente apresente uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) focada no ajuste fiscal já em novembro. Ele citou exemplos de reformas aprovadas em gestões anteriores, como a política de 2017 e a da previdência de 2019, para demonstrar que o avanço dessas pautas é viável politicamente, independentemente da popularidade do chefe do Executivo. Ao ser questionado sobre aconselhamento aos candidatos, Esteves afirmou que já dialogou sobre o tema com Lula e Flávio Bolsonaro.
