Durante o último debate presidencial antes do segundo turno, realizado nesta sexta-feira (23) pela TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) debateram sobre a política econômica e o poder de compra no Brasil.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, questionou o adversário sobre o impacto da economia na renda dos trabalhadores e criticou o endividamento das famílias, a carga tributária e as altas taxas de juros. “Hoje é dia 23 de outubro, o mês acabou. O seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pela economia?”, declarou ao questionar o atual governo.
Flávio também apontou a redução na quantidade de produtos em embalagens de itens como chocolates, sabão em pó e papel higiênico para ilustrar a perda do poder de compra dos consumidores e afirmou que o país possui uma das maiores taxas de juros do mundo. Apesar das críticas à condução econômica atual, o candidato do PL garantiu que pretende manter aumentos reais: “Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news. Eu não vou fazer economia em cima dos mais pobres. Eu vou organizar essa economia para devolver o seu poder de compra”, afirmou.
Em resposta, o presidente Lula destacou a política de valorização do piso nacional adotada ao longo dos governos petistas. O mandatário argumentou que, sem os reajustes promovidos por gestões do PT, o valor do benefício seria consideravelmente inferior. “Se não fosse o governo do PT, Lula e Dilma, se a gente não tivesse reajustado o salário acima da inflação, sabe quanto seria o salário mínimo? Seria R$ 900”, declarou, reforçando a intenção de continuar elevando o valor acima da inflação.
