O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou neste domingo (25), após votar no segundo turno das eleições, que projeta um governo de pacificação caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa presidencial. O chefe do Executivo paulista também defendeu que o aliado tenha total autonomia para selecionar seus ministros e formar a própria equipe.
“Eu estou muito otimista com o governo que virá, com uma equipe mais qualificada e com um governo de pacificação. Porque, sobretudo, o Brasil precisa também de pacificação”, afirmou Tarcísio durante entrevista à CNN Brasil.
Questionado sobre uma eventual participação na montagem de um governo de Flávio Bolsonaro, o governador pontuou que a definição da Esplanada dos Ministérios compete exclusivamente ao chefe do Executivo federal. “A questão ministério é uma questão que cabe ao presidente da República. Eu acho que ele tem que montar a equipe do coração dele, assim como eu faço em São Paulo”, declarou.
Tarcísio sustentou a importância de compor um secretariado técnico, priorizando quadros qualificados em detrimento de indicações partidárias ou arranjos políticos, modelo que afirmou aplicar em sua gestão no estado e que pretende ver repetido em âmbito federal.
Apoio e mobilização em São Paulo
Apesar de delegar a formação ministerial a Flávio Bolsonaro, Tarcísio indicou que planeja manter proximidade e dar suporte durante todo o mandato presidencial. “A nossa missão é ajudar o Flávio a fazer um bom governo. Eu falava, ao longo da campanha, que a gente não vai ajudar o Flávio a se eleger presidente da República. A gente vai ajudar o Flávio a ser um grande presidente da República”, disse, acrescentando que acompanhará a apuração dos votos ao lado do candidato em Brasília.
O governador também detalhou a movimentação eleitoral em território paulista, mencionando a realização de mais de 100 eventos na véspera da votação, no sábado (24), registrados em sistema próprio e monitorados pela campanha. Segundo o governador, Flávio superou o desempenho de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 em São Paulo, ampliando a vantagem sobre Lula no primeiro turno de 2026 de cerca de dez pontos percentuais para quase 14 pontos, o que elevou a diferença de votos de 2,7 milhões para 3,5 milhões.
Críticas ao governo e projeções
Durante a entrevista, Tarcísio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontou desgaste popular com promessas não cumpridas ao longo dos anos. O governador apontou a permanência de deficiências estruturais no país, como a ausência de saneamento básico para metade da população, e defendeu investimentos em áreas como inteligência artificial, biotecnologia, transição energética e segurança alimentar.
“As pessoas estão cansadas das promessas vazias. E é por esta razão que o PT vai ser derrotado no dia de hoje. São muitos anos de promessas vazias”, afirmou, reforçando a crença de que Flávio Bolsonaro governará para toda a população, contemplando aliados e opositores.
