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Economia

Taxa de juros alta se combate organizando as contas públicas, afirma Marcelo Kayath

Em entrevista à CNN Brasil, o ex-diretor do Credit Suisse Marcelo Kayath afirmou que o controle de juros elevados exige o ajuste das contas públicas.

Redação•07 de out. de 2026, 20:30
Taxa de juros alta se combate organizando as contas públicas, afirma Marcelo Kayath
Imagem: site

Taxa de juros alta se combate organizando as contas públicas, afirma Marcelo Kayath

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O ex-diretor do Credit Suisse, Marcelo Kayath, defendeu em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (7) que o controle das taxas de juros elevadas no Brasil exige, primeiramente, a organização das contas públicas. Segundo o economista, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) caso ele seja eleito presidente da República, a situação atual — marcada por gastos superiores a R$ 1 trilhão com os juros da dívida — é insustentável.

“Não se combate juros com canetada, com reclamação ao presidente [do Banco Central]. O jeito é colocar as contas em ordem. E quem não consegue cuidar das contas, não pode cuidar das pessoas”, declarou Kayath durante a entrevista. Para ele, é preciso criar condições para realizar um ajuste crível e sustentável, permitindo que o Banco Central reduza os juros de maneira segura.

Ajuste e comunicação com a população

O economista pontuou que o futuro titular da pasta da Fazenda precisa manter uma comunicação direta com os cidadãos, evitando o uso de termos técnicos como o “econômes”. Kayath afirmou que prefere não utilizar a expressão “ajuste fiscal” por afastar a sociedade do debate, preferindo definir a medida como o alinhamento das contas governamentais à arrecadação de impostos da população.

O plano sugerido inclui uma parada para reorganização financeira para viabilizar a manutenção de programas sociais, melhorias nas condições de vida, investimentos em saúde e educação, além de recursos adicionais para infraestrutura. O ponto de partida para essa estratégia seria um “choque de gestão”, com foco na redução da máquina pública e no combate a ineficiências nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Choque de gestão é mostrar para a população que estamos fazendo nosso trabalho, combatendo ineficiências no Judiciário, Legislativo e Executivo antes de pedir o sacrifício da população”, explicou. Kayath destacou ainda que, após a conquista de credibilidade, o ajuste estrutural deve preservar os programas sociais, ressaltando que, em um país desigual como o Brasil, os mais pobres não devem ser os primeiros a sofrer os impactos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/juro-se-combate-com-contas-em-ordem-diz-kayath-a-cnn/

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