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Tempestades de calor atingem 85% do planeta e crescem em frequência

Tempestades de calor globais aumentaram de frequência nas últimas décadas, cobrindo até 85% do planeta e causando mortes, secas e incêndios.

Redação•22 de out. de 2026, 07:30
Tempestades de calor atingem 85% do planeta e crescem em frequência
Imagem: site

Tempestades de calor atingem 85% do planeta e crescem em frequência

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As ondas de calor evoluíram de episódios esporádicos para eventos climáticos massivos e interligados, conhecidos como tempestades de calor. A maior onda de calor da década de 1960 cobria cerca de 6% do globo durante 46 dias, enquanto a maior registrada nesta década percorreu quase 85% da Terra ao longo de 367 dias de duração, entre 2023 e 2024.

De acordo com uma análise que consultou meteorologistas e pesquisadores e avaliou dados horários de mais de um milhão de células de uma grade global desde 1960, o conceito de tempestade de calor foi desenvolvido para classificar ondas de calor que, em seu auge, cobrem pelo menos 1% do globo. Na década de 1960, havia uma média de cinco eventos ativos por ano, número que saltou para cerca de 102 por ano nesta década.

O fenômeno tem provocado impactos severos em várias regiões:

  • Europa: Tempestades de calor causaram mortes estimadas em mais de 10 mil em uma única semana, deformaram trilhos de aço e registraram temperaturas recordes em junho em cidades como Bilbao (42,7°C), Bordeaux e Budapeste.
  • Ásia: Nas Filipinas, o calor elevou termómetros a 38 °C e provocou sangramentos nasais em estudantes. Na Arábia Saudita, a tempestade de calor chamada Vera elevou a temperatura na Grande Mesquita de Meca a 51,8 °C durante o Hajj, resultando na morte de mais de 1.300 peregrinos.
  • Estados Unidos: No sul da Louisiana, o calor agravou secas e alimentou incêndios florestais severos, além de uma "superneblina" gerada por fumaça que causou um engavetamento com 158 carros e sete mortes.
  • Líbia: O calor intensificou um ciclone em 2023 que gerou chuvas torrenciais, rompendo barragens perto de Derna e destruindo bairros.
  • América do Sul: A Bolívia registrou os impactos do Lago Titicaca se aproximando de níveis historicamente baixos após eventos em outubro de 2023.

Especialistas apontam que o aquecimento global impulsionado pelo aumento de mais de 30% no dióxido de carbono atmosférico e potencializado pelo fenômeno El Niño alterou drasticamente os padrões climáticos. Enquanto as ondas de frio encolheram quase 80% no inverno, o planeta enfrenta uma cascata contínua de tempestades de calor que já dura 6.681 dias consecutivos desde 6 de julho de 2008.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/tempestades-de-calor-se-tornam-mais-frequentes-atingem-85-do-planeta-e-provocam-mortes-incendios-e-secas/

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