O terceiro bloco do debate da Band realizado neste domingo (18) entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado por fortes confrontos, acusações sobre os Estados Unidos e um princípio de confusão entre apoiadores de ambos os postulantes ao Planalto na plateia. O encontro também foi promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Debate sobre produtividade, taxação e corrupção
A etapa inicial do bloco abordou propostas para melhorar a produtividade nacional. Lula defendeu que o crescimento depende de investimentos e inovação industrial, citando a expansão de datacenters, economia verde e a capacitação de jovens em áreas como matemática, engenharia e a nova indústria digital. Em resposta, Flávio Bolsonaro criticou o adversário ao afirmar que ele parecia atuar na oposição e não cumpriu o que prometia. O candidato do PL prometeu o maior programa de mobilidade da história do país e iniciativas voltadas ao empreendedorismo.
Na sequência, o petista questionou o rival sobre a taxação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil, acusando o senador e seus aliados de atuarem para gerar prejuízos ao país e alegando que a família Bolsonaro estaria subordinada a interesses norte-americanos. Lula mencionou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo de forma continuada.
Flávio Bolsonaro negou as acusações, classificou a taxação como "fake news" e pontuou que não solicitou ao presidente americano Donald Trump a adoção de tarifas contra produtos brasileiros. O senador ainda acusou Lula de defender facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Durante a discussão sobre corrupção, Lula desafiou Flávio e os demais familiares de ambos os candidatos a abrirem contas bancárias, sigilos e celulares no dia seguinte para provar honestidade. O candidato do PL rebateu dizendo que não tem nada a esconder e alegou que os recursos do oponente estariam ocultos em outros locais.
Segurança pública e confusão nas falas finais
No tema de segurança pública, Flávio defendeu a redução da maioridade penal e penas mais severas para crimes como roubo de celulares, criticando a atenção dada pelo petista ao assunto. Lula, por sua vez, destacou a criação do programa Celular Seguro, aplicativo federal voltado para a comunicação de furtos, roubos e bloqueio de aparelhos.
As considerações finais dos candidatos foram interrompidas por gritos, gargalhadas, palmas e assovios vindos da plateia. A jornalista e apresentadora Adriana Araújo interveio para solicitar silêncio aos convidados, lembrando que o público presente não integrava a dinâmica do debate.
