O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a suspensão do porte de arma do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e autorizou a abertura de inquérito policial contra o parlamentar. Candidato à reeleição, Knoploch foi intimado na quinta-feira (1º) a entregar todas as suas armas de fogo à Polícia Federal no prazo de 24 horas.
A medida decorre de uma notícia-crime motivada por um incidente no comitê de campanha de Flávio Serafini (PSOL), que também disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. Conforme o relato, Knoploch compareceu ao local e envolveu-se em uma discussão com ativistas. Na sequência, o deputado teria utilizado spray de pimenta contra pessoas presentes e exibido uma arma de fogo sob a camiseta, proferindo ameaças a assessores e apoiadores de Serafini. A Polícia Militar foi acionada e orientou o candidato a aguardar reforços, mas ele deixou o comitê antes da chegada da equipe.
Em vídeo veiculado em suas redes sociais, Alexandre Knoploch declarou: "Uso, sim, spray de pimenta pra qualquer um que tentar me agredir [...] esse é o tipo de política que esses cara fazem, é na guerra".
Além da suspensão do porte de armas até o encerramento da campanha eleitoral, a determinação do TRE-RJ proíbe o deputado de frequentar ou acessar o comitê de campanha e os atos de propaganda de Flávio Serafini. O tribunal fundamentou a decisão no histórico de episódios violentos envolvendo o político e no registro de sete armas de fogo declaradas por ele à Justiça Eleitoral.
Posteriormente, Knoploch publicou um novo vídeo nas redes sociais informando que já entregou todo o armamento e classificou as ordens judiciais como "injustiças mascaradas em forma de justiça".
