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TSE não recebeu alertas de interferência nas eleições, afirma Kassio Nunes Marques

Em entrevista, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que nenhum alerta de interferência externa ou interna foi detectado no primeiro turno.

Redação•09 de out. de 2026, 06:30
TSE não recebeu alertas de interferência nas eleições, afirma Kassio Nunes Marques
Imagem: site

TSE não recebeu alertas de interferência nas eleições, afirma Kassio Nunes Marques

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Em entrevista exclusiva, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os órgãos de acompanhamento da Justiça Eleitoral e a Polícia Federal não registraram nenhum tipo de alerta ou indicação de interferência interna ou externa no primeiro turno das eleições de 2026.

Segundo o magistrado, o pleito ocorreu em um ambiente de maior tranquilidade em comparação a 2022, o que foi atribuído à evolução das resoluções do TSE e à implementação de um plano de conformidade digital voltado para o cumprimento da legislação brasileira pelas plataformas. Nunes Marques destacou que o julgamento sobre a proibição de deepfakes de pessoas vivas, mortas ou fictícias evitou a judicialização e a cizânia. O tribunal também disponibilizou um aplicativo para notificar irregularidades, especialmente relacionadas à violência política de gênero, direcionadas à sala de risco digital, ao Ministério Público e às redes sociais.

Questionado sobre as suspeitas levantadas pela campanha do presidente Lula a respeito de uma possível intervenção estrangeira, o presidente do TSE declarou que a instituição não recebeu nenhum aviso nesse sentido e manifestou curiosidade sobre a natureza de tal interferência. Ele também comentou a tentativa da Casa Branca de enviar observadores ao país, cujos vistos foram negados pelo Itamaraty, ressaltando que o sistema eletrônico de votação brasileiro teve sua segurança explicada a comissões estrangeiras, com destaque para o código-fonte mantido offline e os testes de integridade acompanhados pela OEA, pelo Parlasul e pela União Europeia.

Sobre as críticas feitas por candidatos aos concorrentes e ao tribunal, o ministro pontuou que narrativas e críticas construtivas fazem parte da magistratura, mas ressaltou que nenhuma delas se sustenta contra a Justiça Eleitoral. O magistrado também comentou a redução das desavenças entre os eleitores e a queda nas campanhas de desinformação durante o primeiro pleito.

A respeito da revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, processo sob sua relatoria, Nunes Marques afirmou que não pretende apreciar o mérito ou o pedido liminar antes da eleição e que o tema será descolado do processo eleitoral, sem data definida para julgamento no plenário físico. O ministro ainda abordou a notícia-crime apresentada por um partido político contra sua atuação, vinculando a medida a uma estratégia política e afirmando que a investida não surtiu o efeito desejado.

Fonte: https://veja.abril.com.br/paginas-amarelas/kassio-nunes-marques-nao-recebemos-nenhum-tipo-de-alerta-de-interferencia-nas-eleicoes/

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