NewsHub
Política

TV Globo cancela último debate presidencial após decisões do TSE e STF

TV Globo cancela debate presidencial após decisões do TSE e STF alterarem regras previamente acordadas entre as campanhas.

Redação•02 de out. de 2026, 01:52
TV Globo cancela último debate presidencial após decisões do TSE e STF
Imagem: site

TV Globo cancela último debate presidencial após decisões do TSE e STF

Ouça esta matéria em voz alta

A TV Globo decidiu cancelar o último debate entre presidenciáveis que estava marcado para esta quinta-feira (1º), antes da votação do primeiro turno no domingo (4). O encerramento do evento ocorreu após uma série de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de alterações na participação dos candidatos.

Pela manhã, a ministra Cármen Lúcia, do STF, negou um pedido do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, para participar do encontro. O presidenciável já havia tido um primeiro pedido rejeitado na quarta-feira (30) pelo presidente da Justiça Eleitoral, Kassio Nunes Marques.

Mais tarde, às 18h, a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu que a emissora colocasse uma cadeira vazia no espaço reservado ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula havia recusado o convite da TV Globo para participar de uma entrevista no Flow Podcast no mesmo horário. O regulamento acertado entre as campanhas previa que o púlpito do ausente ficasse vazio e que houvesse tempo para perguntas direcionadas a quem não comparecesse. Na decisão, a magistrada argumentou que a imagem da cadeira vazia geraria efeitos que superam a simples informação ao eleitorado, apontando perigo de dano a poucos dias do pleito.

Às 19h, o decano do STF, Gilmar Mendes, atendeu a um pedido do Solidariedade, partido comandado pelo deputado federal Paulinho da Força. A petição foi protocolada dentro de uma reclamação sobre a candidatura ao Senado de Deltan Dallagnol (Novo) e citava decisões do ministro Flávio Dino para pedir a autorização da participação de Renan Santos. O partido alegou que a exclusão feria o pluralismo político e o direito à informação do eleitor. Renan Santos, que estava no Rio de Janeiro, havia planejado um protesto em frente à emissora.

Minutos antes da decisão de Gilmar, Flávio Bolsonaro, que tinha presença confirmada, comunicou nas redes sociais que desistira de ir ao debate da TV Globo, marcado para as 21h30. Ele justificou a ausência citando a proibição da cadeira vazia imposta pelo TSE e declarou apoio à liberdade de imprensa e a eleições limpas.

Às 20h45, com os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) já presentes no local, a TV Globo anunciou o cancelamento do evento. A emissora afirmou ter recebido duas notificações que invalidavam as regras previamente acordadas e assinadas pelos partidos, incluindo o PT. A primeira notificação citada foi a decisão da ministra Estela Aranha sobre os candidatos ausentes, e a segunda foi a determinação de Gilmar Mendes. A emissora também pontuou que as regras para convites em debates de rádio e TV são definidas por lei e portaria do TSE com base na representação parlamentar, mencionando ainda que a decisão de Kassio Nunes Marques havia alterado o entendimento da contagem para incluir Romeu Zema.

Após o cancelamento, os candidatos que já estavam na emissora concederam entrevistas coletivas para comentar o episódio. Já Flávio Bolsonaro e Renan Santos realizaram transmissões ao vivo para criticar a emissora, os tribunais e o presidente Lula, que no mesmo momento concedia entrevista a um podcast.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/liminar-do-tse-decisao-de-gilmar-o-passo-a-passo-ate-debate-ser-cancelado/

Compartilhar