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Israelenses votam em eleição decisiva para o futuro de Benjamin Netanyahu

Eleitores de Israel votam nesta terça-feira em pleito marcado por forte polarização e considerado um referendo sobre o governo de Benjamin Netanyahu.

Redação•27 de out. de 2026, 09:31
Israelenses votam em eleição decisiva para o futuro de Benjamin Netanyahu
Imagem: site

Israelenses votam em eleição decisiva para o futuro de Benjamin Netanyahu

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Os eleitores de Israel compareceram às urnas nesta terça-feira, 27, em um pleito cercado por forte polarização. Esta é a primeira eleição realizada no país desde os ataques terroristas do Hamas em 2023, sendo tratada como um verdadeiro referendo sobre o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, cuja gestão conduziu o país a uma guinada à ultradireita.

A votação ocorre sob o impacto de três anos de conflitos regionais desencadeados pela incursão de 7 de outubro, abrangendo frentes em Gaza, no Líbano e no Irã. O tema da segurança dominou a campanha, levantando questionamentos sobre a resposta estatal. As urnas abriram às 7h00 no horário local (2h00 de Brasília) com previsão de fechamento às 22h00 (17h00 de Brasília). O universo de eleitores aptos é de quase 7,3 milhões de pessoas, montante que inclui mais de um milhão de jovens votando pela primeira vez, cuja maioria se identifica com a centro-direita ou direita, segundo pesquisas.

O pleito acontece em um cenário em que Israel enfrenta isolamento crescente no panorama internacional, reflexo da campanha militar que devastou Gaza, da construção de assentamentos judeus classificados como ilegais pelo direito internacional e da escalada da violência promovida por colonos na Cisjordânia ocupada, somadas ao nacionalismo religioso e à guinada à extrema direita.

As sondagens mais recentes apontam empate entre Netanyahu, o primeiro-ministro com mais tempo no cargo na história do país, e seu principal oponente, o centrista Gadi Eisenkot. Eisenkot é novato na política, ex-comandante militar e tem um perfil de temperamento calmo, visto como o oposto de Netanyahu.

À agência de notícias AFP, a eleitora Alexandra, de 65 anos, manifestou o desejo de mudança em um centro de votação em Jerusalém, afirmando querer um bom governo de centro. Já Noam, de 78 anos, classificou o pleito como o mais importante devido à rejeição, por parte de metade do país, aos valores fundamentais fundacionais de Israel, apontando ameaças à divisão de poderes e à igualdade entre os cidadãos.

Aos 77 anos e com 19 anos não consecutivos no poder, Netanyahu concentrou sua campanha nas credenciais de segurança e na proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eleitores como a aposentada Zipporah Bennett, de 85 anos, declararam voto em Netanyahu pela experiência de liderança em momentos difíceis e pelo respaldo do governo americano. O ministro da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, votou no assentamento de Kiryat Arba, na Cisjordânia.

Por sua vez, a oposição direciona críticas à inclusão de partidos ultraortodoxos na base governista, os quais buscam isentar estudantes judeus religiosos do serviço militar em um momento de escassez de recrutas. Netanyahu também é alvo de cobranças por não assumir responsabilidade pelas falhas de segurança do dia 7 de outubro. Eisenkot, de 66 anos, prometeu instituir uma comissão independente para investigar essas falhas, iniciativa evitada pelo atual governo.

Eisenkot lidera, ao lado de seu partido Yashar, um bloco informal que vai da direita à centro-esquerda. Ele se opõe à criação de um Estado palestino, apoia os assentamentos israelenses e prometeu conter a violência dos colonos na Cisjordânia. Nenhum dos dois principais candidatos anunciou publicamente acordos com listas de partidos de maioria árabe, bloco que representa 21% da população israelense e que pode influenciar a formação do próximo governo em caso de disputa acirrada.

A apuração final pode se estender por vários dias. Como é improvável que uma única legenda alcance sozinha as 61 cadeiras necessárias para a maioria no Parlamento (Knesset), composto por 120 membros, as negociações de coalizão podem durar semanas ou meses, havendo risco de novas eleições caso as conversas fracassem.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/israelenses-vao-as-urnas-para-definir-destino-de-netanyahu-no-1o-pleito-desde-ataques-do-hamas/

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