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Vereador Senival Moura é preso novamente em São Paulo após denúncia por elo com o PCC

O vereador Senival Moura foi preso novamente em São Paulo nesta quarta-feira (28) após denúncia do Ministério Público por supostos elos com o PCC.

Redação•28 de out. de 2026, 10:31
Vereador Senival Moura é preso novamente em São Paulo após denúncia por elo com o PCC
Imagem: site

Vereador Senival Moura é preso novamente em São Paulo após denúncia por elo com o PCC

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O vereador da Câmara Municipal de São Paulo, Senival Moura, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28), em sua residência na capital paulista. A informação sobre a nova prisão foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado Marcio Sayeg.

O parlamentar já havia sido preso em junho deste ano sob a suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) voltado ao sistema de transporte público municipal. Em agosto, ele havia deixado a prisão após a constatação de extrapolação do prazo legal da prisão temporária pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, ocasião em que publicou um vídeo na tribuna da Câmara afirmando sua inocência. Senival era filiado ao PT, mas pediu afastamento após a primeira prisão.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, além do vereador, outras quatro pessoas foram alvos de mandados de prisão preventiva nesta nova fase, investigadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro com ligação à empresa Transunião Transportes. Duas pessoas ainda não foram localizadas e continuam sendo procuradas pelas autoridades.

As novas prisões ocorrem na sequência de uma denúncia oferecida em outubro pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo), que incluiu Senival e outras 20 pessoas no mesmo processo. A ação foi executada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais apreenderam:

  • R$ 158,9 mil em espécie;
  • US$ 2.417;
  • € 1.465;
  • 10 veículos de marcas de luxo, incluindo Porsche Macan, BMW e RAM Rampage;
  • Cerca de 40 relógios de luxo e joias.

Além das apreensões, a Justiça determinou a retenção de 21 imóveis, a restrição de transferência para 408 veículos, o bloqueio de seis embarcações e o congelamento de valores em instituições financeiras por meio do Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário).

A Operação Última Parada

Deflagrada inicialmente em 25 de julho pelo MPSP e pela Polícia Civil, a Operação Última Parada revelou detalhes de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. As apurações apontam que a companhia recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos apenas em 2025 para a operação de linhas de ônibus na capital paulista.

As investigações começaram em 2020, logo após o assassinato do ex-presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge. Entre os alvos da investigação estavam Jair Ramos de Freitas e Devanil de Souza Nascimento, réus pelo homicídio de Adauto Soares.

Posicionamento da Defesa

Em nota oficial, a defesa de Senival Pereira de Moura contestou a decisão que decretou sua prisão preventiva em 20 de outubro de 2026, argumentando que a medida carece de fundamentação concreta suficiente e apoia-se em elementos investigativos que já integram a denúncia do Ministério Público, sem demonstrar fatos novos ou contemporâneos que justifiquem o encarceramento.

“Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça”, declarou a defesa, acrescentando que adotará as medidas judiciais cabíveis para buscar o restabelecimento da liberdade do parlamentar.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/vereador-senival-moura-denunciado-por-elo-com-pcc-e-preso-novamente-em-sp/

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