Uma mulher de 30 anos foi atingida por um artefato pirotécnico do tipo rojão enquanto participava de comemorações pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso ocorreu na noite do último domingo (25), em uma praça pública localizada no município de Cerqueira César, no interior de São Paulo.
A vítima, identificada como Luísa Siqueira, sofreu ferimentos no pescoço e perdeu a audição de um de seus ouvidos em decorrência da explosão. Em relato à CNN Brasil, ela explicou que inicialmente acompanhava a apuração eleitoral em sua residência, na companhia de familiares e amigos, antes de o grupo se juntar a cerca de 100 pessoas na principal praça da cidade.
De acordo com o boletim de ocorrência consultado pela reportagem, Luísa e uma amiga se envolveram em uma discussão verbal com um indivíduo ainda desconhecido antes do incidente. Conforme o documento policial, o homem passou a proferir provocações e a realizar gestos obscenos enquanto elas participavam das festividades com os demais populares. Logo em seguida, ocorreu a explosão do rojão nas proximidades do grupo.
Luísa afirmou que, durante o trajeto, o grupo foi alvo de acusações e ameaças. "Eu não percebi que estavam fazendo maldade e miraram rojões pra mim. Eu sou petista conhecida aqui na cidade, meu irmão é da política e nós viramos o alvo", declarou. A vítima relatou acreditar inicialmente que o episódio havia sido um acidente, mas pontuou que testemunhas a procuraram no dia seguinte para relatar que os responsáveis teriam direcionado os disparos contra um veículo estacionado e, na sequência, em sua direção. Segundo ela, conhecidos informaram que o suposto autor teria zombado do ocorrido posteriormente em um estabelecimento comercial da região, e a família aguarda imagens de câmeras de segurança da praça para confirmar a autoria.
A motivação política é tratada como principal suspeita por Luísa e por seu irmão, Matheus Siqueira, dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) na região e ex-vereador. Em publicações nas redes sociais, Matheus afirmou que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro já realizavam provocações prévias com rojões e que o artefato que atingiu sua irmã teria sido disparado por um opositor político.
A reportagem tentou contato com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) para obter posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o momento.
