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A tragédia que vitimou presidente dos EUA e virou filme de Thomas Edison

A morte do presidente William McKinley em 1901 levou à criação do Serviço Secreto dos EUA e inspirou um curta-metragem da produtora de Thomas Edison.

Redação•29 de out. de 2026, 18:30
A tragédia que vitimou presidente dos EUA e virou filme de Thomas Edison
Imagem: site

A tragédia que vitimou presidente dos EUA e virou filme de Thomas Edison

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Em 29 de outubro de 1901, Leon Czolgosz foi executado na cadeira elétrica na Prisão de Auburn, em Nova York, pelo assassinato do vigésimo quinto presidente dos Estados Unidos, William McKinley. Antes de receber os choques elétricos que resultaram em sua morte decretada quatro minutos depois, o prisioneiro declarou ter cometido o crime por considerar o político um inimigo dos trabalhadores, afirmando não se arrepender.

O ataque contra McKinley ocorreu 53 dias antes, em 6 de setembro de 1901, durante a Exposição Pan-Americana em Buffalo, Nova York. Apesar da aversão do presidente a equipes de segurança e dos alertas de seu secretário, George B. Cortelyou, o político republicano fazia questão de manter contato direto com o público. Por volta das 16h, enquanto cumprimentava apoiadores no Temple of Music, McKinley foi atingido por dois disparos de revólver calibre .32 à queima-roupa no abdome desferidos por Czolgosz, que escondeu a arma sob um pano.

O atirador foi imobilizado por agentes de segurança antes de efetuar um terceiro tiro. O presidente passou por cirurgia em um hospital da região. Uma das balas passou de raspão, enquanto a outra alojou-se em seu corpo sem nunca ser encontrada. Inicialmente apresentando melhora, McKinley sofreu uma piora seis dias mais tarde e faleceu em 14 de setembro, vítima de gangrena causada por uma infecção bacteriana não detectada pelos médicos.

O episódio marcou o terceiro assassinato de um líder do Estado norte-americano em menos de 50 anos, sucedendo as mortes de Abraham Lincoln em 1865 e James Garfield em 1881. Como desdobramentos diretos do crime, o vice-presidente Theodore Roosevelt assumiu o primeiro de seus dois mandatos e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto para garantir proteção integral de 24 horas ao presidente.

Quem foi o assassino e qual sua motivação

Leon F. Czolgosz era um operário de 28 anos, filho de imigrantes poloneses nascido em Detroit, Michigan. Enfrentando dificuldades financeiras desde a infância, trabalhou em fazendas e fábricas. Criado como católico, abandonou a religião e adotou a ideologia anarquista após a crise econômica da década de 1890 e de assistir a um discurso da ativista Ana Goldman em maio de 1901.

Em depoimento à polícia, relatado no livro The President and the Assassin do jornalista Scott Miller, Czolgosz afirmou que decidiu matar o líder ao vê-lo cercado por milhares de pessoas em uma cidade onde todos pareciam se curvar diante dele. Após um julgamento sumário de cerca de oito horas e meia, foi condenado por assassinato em primeiro grau.

O curta-metragem da Edison Studios

A execução de Czolgosz inspirou a produção do curta-metragem Execução de Czolgosz com panorama da Prisão de Auburn pela Edison Studios, produtora de cinema de Thomas Edison. Como o diretor Edwin S. Porter não obteve autorização para registrar a morte real, o filme de pouco menos de três minutos e meio uniu imagens externas verídicas do exterior da prisão no dia da pena capital com uma encenação que utilizava uma cadeira elétrica falsa e um ator no papel do prisioneiro.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/o-filme-proibido-de-thomas-edison-a-tragedia-com-o-presidente-dos-eua-que-deu-origem-ao-servico-secreto/

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