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Economia

Fed mantém taxa de juros nos EUA e decisão levanta alertas

O Federal Reserve optou por manter a taxa de juros dos Estados Unidos estável diante de uma inflação persistente, gerando debates econômicos sobre os riscos da decisão.

Redação•29 de out. de 2026, 18:30
Fed mantém taxa de juros nos EUA e decisão levanta alertas
Imagem: site

Fed mantém taxa de juros nos EUA e decisão levanta alertas

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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, optou por manter a taxa de juros estável, apesar do persistente problema de inflação no país. A decisão, anunciada na quarta-feira (28), era amplamente esperada por analistas e pelo mercado financeiro, mas especialistas apontam que a medida pode representar um erro significativo e forçar uma atuação mais dura no futuro.

De acordo com dados divulgados, os preços ao consumidor subiram 3,7% no último ano, e o indicador de inflação preferido do Fed permanece 50% acima da meta estabelecida pela instituição. O presidente do Fed, Kevin Warsh, defendeu a cautela em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira. “As taxas de juros penetram em todas as brechas”, afirmou Warsh, acrescentando que elas afetam toda a economia e que o monitoramento da inflação não depende de datas fixas no calendário ou de dados isolados.

Os banqueiros centrais haviam elevado as taxas pela primeira vez em mais de três anos no mês passado e demonstraram o desejo de aguardar a resposta da economia antes de novos aumentos. No entanto, o banco central corre o risco de repetir falhas anteriores, a exemplo do cenário de 2021, quando ignorou pressões inflacionárias iniciais e posteriormente precisou recorrer a um ritmo histórico de elevações de juros.

Motivos para a manutenção dos juros

Entre os principais fatores que influenciaram a decisão do Fed estão:

  • Mercado de trabalho: O custo de empréstimos mais alto restringe a capacidade de contratação das empresas. A economia dos Estados Unidos gerou apenas 29.000 empregos em setembro, valor abaixo das expectativas, além de uma revisão para baixo de 60.000 vagas nos dois meses anteriores. Embora o desemprego esteja em 4,2%, o ritmo de novas contratações é considerado baixo.
  • Mercados financeiros: Os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram desde o último aumento e ajudaram a desacelerar a economia de maneira semelhante à taxa dos fundos federais. Além disso, a ferramenta FedWatch da CME apontava uma probabilidade de 91% de manutenção das taxas, evitando surpresas indesejadas aos investidores.
  • Timing político: Narayana Kocherlakota, ex-presidente do Fed de Minneapolis, apontou que a hesitação em elevar os juros também poderia ter o objetivo de evitar críticas do presidente Donald Trump durante o período eleitoral.

Riscos e pressões inflacionárias

Analistas alertam que a postura de espera pode obrigar o Fed a aplicar uma terapia de choque na economia em dezembro, com um potencial aumento de juros mais brusco que poderia ter sido antecipado em outubro. Pesam sobre o cenário o ressurgimento nos custos de moradia, aluguéis e serviços, além de investimentos pesados em data centers e tecnologia voltada à inteligência artificial que podem estar superaquecendo a economia.

Outro fator de risco são os preços de energia e os desdobramentos de conflitos geopolíticos envolvendo o Irã e a Rússia, que mantêm a volatilidade nos mercados globais e continuam elevando os preços em diversos setores produtivos norte-americanos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/fed-mantem-taxa-de-juros-e-decisao-pode-representar-erro-crasso/

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