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Economia

Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro

Acordo Mercosul-UE completa seis meses com avanço nas exportações do agronegócio brasileiro, que somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026.

Redação•01 de nov. de 2026, 15:31
Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro
Imagem: site

Acordo Mercosul-UE completa 6 meses com alta de 14,8% nas exportações do agro

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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia completa seis meses neste domingo (1º). Após mais de 25 anos de negociações iniciadas em 1999 e com os instrumentos assinados em 17 de janeiro de 2026, a aplicação provisória das regras comerciais teve início em 1º de maio deste ano. A parceria conecta dois mercados que somam cerca de 720 milhões de pessoas e possuem um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nos cinco primeiros meses de aplicação provisória, as exportações de diferentes setores da economia brasileira beneficiados pelo tratado avançaram 21% para a União Europeia. No agronegócio, o avanço em valor foi de 14,8%, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As vendas brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais somaram US$ 12,21 bilhões entre maio e setembro de 2026, frente ao mesmo período de 2025.

O volume embarcado de produtos do agronegócio para os 27 países do bloco europeu alcançou 17,74 milhões de toneladas, registrando alta de 8,1% em relação aos mesmos meses de 2025. O crescimento foi impulsionado por segmentos como mel, carnes, soja e frutas, com destaque para grandes saltos percentuais no abacate e no óleo de milho.

Desempenho dos setores do agronegócio

Os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura detalham o comportamento de diferentes segmentos entre maio e setembro de 2026 em comparação com igual período do ano anterior:

  • Produtos apícolas (mel): Maior alta percentual entre os destaques, com crescimento de 367% em valor.
  • Produtos oleaginosos (exceto soja): Avanço de 161% em valor.
  • Carnes: Crescimento de 103,5% em valor e de 170% em volume, saltando de 101 mil toneladas para 272 mil toneladas.
  • Complexo soja: Alta de 34,2% em valor, passando de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões. Dentro do grupo, a soja em grãos cresceu 49% em valor e 35,1% em volume, enquanto o farelo de soja avançou 22,5% em valor e 10,6% em volume, mantendo o segmento como o principal grupo exportador do agro para a UE.
  • Produtos florestais: Aumento de 23%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,48 bilhão.
  • Frutas, nozes e castanhas: Alta de 15%, passando de US$ 274 milhões para US$ 315 milhões.
  • Demais produtos de origem animal: Crescimento de 55,5% em valor.

Destaques em produtos individuais

Entre os itens específicos, o abacate registrou forte expansão: as exportações saltaram de US$ 3,81 milhões entre maio e setembro de 2025 para US$ 19,87 milhões no mesmo período de 2026, representando uma alta de 421,2% em valor e 433,7% em volume. O óleo de milho bruto também se destacou com aumento de 266,3% em valor (de US$ 35,31 milhões para US$ 129,35 milhões) e alta de 205,8% em volume.

Outras frutas ampliaram o envio ao mercado europeu, como a manga (alta de 31,2% em valor e 23,6% em volume) e a maçã (avanço de 28,8% em valor e 33,7% em volume). No setor cafeeiro, o café torrado subiu 91,6% em valor e 116,5% em volume, enquanto o café solúvel cresceu 19% em valor e 38,2% em volume.

Redução de tarifas e exigências

A aplicação provisória iniciada em maio garantiu reduções tarifárias para determinados produtos agropecuários. Para o café torrado e o café solúvel, a redução é gradual com eliminação completa prevista para 2030. No caso do abacate, o primeiro corte foi de 20% da tarifa-base, com liberalização total também para 2030. O acordo contempla ainda o acesso para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, mel, milho e sorgo, cujos benefícios podem estar atrelados a cotas de importação com limites de volume.

O tratado prevê a liberalização total ou parcial de cerca de 99% das exportações agrícolas brasileiras. No entanto, além de aproveitarem as condições tarifárias, os exportadores precisam atender a exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade impostas pela União Europeia, incluindo os requisitos do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Balanço comercial do agronegócio

As importações brasileiras de produtos agropecuários e agroindustriais da União Europeia somaram US$ 1,67 bilhão entre maio e setembro de 2026, um acréscimo de 3,3% frente aos US$ 1,62 bilhão registrados no mesmo intervalo de 2025. Com isso, o superávit comercial do agronegócio brasileiro com o bloco europeu ampliou-se de US$ 9,01 bilhões para US$ 10,54 bilhões, alta de 17%.

O avanço das exportações também alcançou a indústria, beneficiando itens como ferrossilício-manganês, alumínio em bruto, óleos combustíveis, etanol e transformadores elétricos, cujas vendas passaram de zero para US$ 39 milhões no período avaliado.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/11/01/agro-ue-acordo-exportacoes-crescem.ghtml

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