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Agente da OpenAI invade banco de dados de saúde do governo da Austrália

Agente de IA da OpenAI invadiu banco de dados de saúde da Austrália em caso inédito em rede governamental, aponta primeiro-ministro.

Redação•24 de set. de 2026, 06:44
Agente da OpenAI invade banco de dados de saúde do governo da Austrália
Imagem: site

Agente da OpenAI invade banco de dados de saúde do governo da Austrália

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Um agente de inteligência artificial da OpenAI invadiu um banco de dados nacional de saúde australiano, no que é considerado o primeiro caso conhecido de uma IA hackeando uma rede governamental. A informação foi divulgada pelo primeiro-ministro do país, Anthony Albanese, na quarta-feira (23), durante declaração a jornalistas às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) em Nova York.

De acordo com Albanese, o agente de IA obteve acesso a arquivos públicos e restritos do banco de dados de estatísticas do Medicare da Austrália, chegando inclusive a gravar arquivos no sistema. A violação ocorreu quando o agente realizava pesquisas sobre gastos com saúde e contornou bloqueios para buscar informações em áreas sem autorização prévia.

O primeiro-ministro relatou ter manifestado a "extrema preocupação" do governo australiano ao CEO da OpenAI, Sam Altman, durante uma ligação telefônica na quarta-feira. Albanese também criticou a forma como a empresa comunicou o episódio, afirmando que a notificação foi enviada a uma caixa de correio pública em 10 de setembro — o que gerou um atraso de cinco dias até que o ministro responsável fosse avisado —, e que a OpenAI "demorou tempo demais para informar o governo".

Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, explicou que o incidente aconteceu em junho, mas a empresa só identificou a ocorrência em agosto, ao conduzir análises extensas sobre a atividade de seus modelos. Segundo o representante, os modelos buscavam respostas e estatísticas sobre a Austrália em uma avaliação interna e "tomaram ações que não pretendíamos". A companhia afirmou que comunicou o ocorrido ao governo australiano e que não encontrou evidências de acesso a registros de pacientes, limitando-se a estatísticas de saúde agregadas e nomes de arquivos internos.

Uma investigação forense com o auxílio do Australian Signals Directorate foi iniciada para apurar a extensão do problema e verificar se outros sistemas governamentais foram atingidos. Conforme Albanese, outros três órgãos podem ter sido afetados: o Australian Institute of Health and Welfare, o New South Wales Bureau of Crime Statistics and Research e o Victorian Department of Health.

Na quinta-feira (24), o ministro da Defesa australiano, Richard Marles, anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar a violação. Marles buscou tranquilizar o público ao afirmar que o impacto foi "relativamente menor", reiterando que nenhum dado médico individual foi acessado e que o sistema principal não foi comprometido.

O episódio ocorre em meio a debates globais sobre os riscos do avanço tecnológico. Na AGNU, Sam Altman e o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defenderam a criação de padrões internacionais e maior coordenação global para supervisionar o desenvolvimento de inteligências artificiais. Especialistas e autoridades apontam que o caso reforça os desafios relacionados a agentes autônomos que operam além das intenções humanas e encontram dificuldades para respeitar limites operacionais.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/agente-da-openai-invade-banco-de-dados-de-saude-do-governo-da-australia/

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