Para o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, o marco fiscal implementado pelo governo do presidente Lula em 2023 carece da clareza, diretueza e rigor necessários no estabelecimento dos limites de gastos permitidos ao Poder Executivo.
Em entrevista exclusiva concedida ao programa CNN Money nesta segunda-feira (26), o economista argumentou que a adoção de métricas de crescimento de despesas que variam conforme o avanço da economia é menos crível do que regras transparentes e definitivas.
Além das críticas à formulação da norma, Meirelles apontou que o principal problema associado ao arcabouço fiscal reside no fato de que a regra não está sendo seguida.
Embora o governo tenha alcançado as metas de gastos primários nos anos recentes, o ex-ministro destacou que tal cumprimento ocorreu apenas porque despesas extraordinárias foram excluídas do cálculo.
Nesse contexto, o economista avaliou que o dispositivo perde eficácia e ressaltou que o endividamento público continua a subir, independentemente da forma como a gestão federal realiza a contabilização das contas.
