O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou esta segunda-feira (26), após as celebrações eleitorais, confrontado com a falta de confiança dos agentes econômicos. A avaliação é refletida por indicadores como os números de juros futuros, a depreciação do real e a perda de valor de empresas na bolsa de valores.
Segundo a análise, a situação decorre de uma armadilha fiscal deixada pelo próprio presidente, cujo cenário foi agravado desde o período de campanha, quando o problema não era reconhecido.
Apesar de ter conquistado a vitória na eleição presidencial, o governo federal obteve minoria no Congresso Nacional, após perder a disputa legislativa no primeiro turno. Com mais de 60 milhões de votos, a administração de Lula lida com um parlamento dominado pela oposição de centro-direita. O contexto de governo minoritário e grave crise fiscal gera questionamentos entre os agentes econômicos sobre o futuro da gestão, especialmente após declarações do presidente em que classifica como "babaquice" a realização de superavit primário.
Outro ponto de incerteza apontado envolve a dependência em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte é descrita como envolta em uma acentuada degradação institucional, tendo demonstrado insegurança jurídica após uma decisão monocrática recente de um ministro que prorrogou o prazo de votação.
Embora tais episódios não tenham definido o pleito eleitoral, eles reforçam os questionamentos recorrentes de agentes econômicos nacionais e internacionais sobre a estabilidade das regras do país, a duração delas e a indefinição sobre quem detém a palavra final sobre as normas vigentes.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/waack-mercado-duvida-de-lula-e-das-regras-do-brasil/
