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Aumento do ICMS sobre combustíveis em SP gera embate político

Aumento do ICMS sobre combustíveis aprovado pelo Confaz gerou debate público entre o ministro Guilherme Boulos e o governador Tarcísio de Freitas.

Redação•02 de nov. de 2026, 14:31
Aumento do ICMS sobre combustíveis em SP gera embate político
Imagem: site

Aumento do ICMS sobre combustíveis em SP gera embate político

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Governadores integrantes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovaram, no último dia 29 de outubro, o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis em todo o território nacional. As novas taxas entram em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2027.

O óleo diesel registrará o maior acréscimo, com alta de 11,1%. A gasolina e o gás de cozinha subirão 4,5% e 4,8%, respectivamente. De acordo com a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os valores por litro no estado terão um acréscimo estimado entre R$ 0,07 e R$ 0,13 no próximo ano.

A tabela de reajuste do ICMS em São Paulo, válida a partir de 1° de fevereiro de 2027, apresenta os seguintes dados:

  • Óleo diesel: valor sobe de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro (alta de 11,1%).
  • Gasolina e etanol: valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro (alta de 4,5%).
  • Gás de cozinha (GLP): valor sobe de R$ 1,57 para R$ 1,64 por quilo ou litro (alta de 4,8%).

Repercussão e embate político

O reajuste provocou um desentendimento público entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador Tarcísio de Freitas. Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que a medida elevará o preço do diesel para caminhoneiros e encarecerá os alimentos nos supermercados devido ao transporte rodoviário. O ministro culpou diretamente Tarcísio e acusou-o de descumprir promessas de campanha.

“Passadas as eleições, as máscaras caem. Vocês viram que os bolsonaristas passaram a eleição inteira dizendo: 'Ah, a esquerda aumenta imposto, a gente quer diminuir imposto'. Olha o que está acontecendo agora com o diesel. (...) Governador Tarcísio, faça a sua parte, ajude o povo brasileiro. Não dá para ter um discurso na eleição e a prática ser outra, né?”, declarou Boulos.

Em nota oficial divulgada pelo Palácio dos Bandeirantes, o governo paulista classificou as declarações de Boulos como lamentáveis e afirmou que o vídeo distorce fatos para realizar ataques políticos. O governo estadual pontuou que o reajuste foi estabelecido no âmbito do Confaz, colegiado vinculado ao Ministério Fazendário que reúne os 26 estados e o Distrito Federal, com aprovação unânime, incluindo unidades federativas governadas pelo PT.

A gestão de Tarcísio de Freitas destacou que a cobrança obedece a uma regra nacional e ressaltou que São Paulo manteve a alíquota modal em 18% nos últimos quatro anos, apontada como uma das menores do país, enquanto estados governados pelo PT registraram aumentos, citando o Piauí com 22,5%, a Bahia com 20,5% e o Ceará com 20%. O governo paulista também mencionou a ampliação de isenções de ICMS sobre produtos alimentícios e a zeragem do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas.

Após a nota oficial, Boulos rebateu as declarações e afirmou que a postura do governo estadual mantém a incoerência com o discurso eleitoral. Posteriormente, o governo de São Paulo publicou nas redes sociais que a medida não consiste em uma decisão isolada do estado e reforçou que o ICMS adota valor fixo atualizado anualmente conforme diretriz nacional embasada em pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/11/02/icms-sobre-os-combustiveis-veja-quanto-sera-o-aumento-na-gasolina-gas-de-cozinha-e-diesel-a-partir-de-1-de-fevereiro-de-2027-em-sp.ghtml

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