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Economia

Bolsa do Japão despenca mais de 6% após tombo de ações de IA em Wall Street

Principais índices acionários asiáticos despencam após forte liquidação de papéis de inteligência artificial em Wall Street.

Redação•06 de nov. de 2026, 02:30
Bolsa do Japão despenca mais de 6% após tombo de ações de IA em Wall Street
Imagem: site

Bolsa do Japão despenca mais de 6% após tombo de ações de IA em Wall Street

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O principal índice de ações do Japão sofreu uma queda superior a 6% logo após a abertura do pregão na sexta-feira, em reflexo direto de uma ampla liquidação de papéis ligados à inteligência artificial em Wall Street. Outras bolsas asiáticas também registraram perdas expressivas.

O índice Nikkei 225, referência em Tóquio, recuou 6,2% durante as negociações matinais, atingindo 57.271,19 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi despencou 7,1%, fechando a 5.000,25 pontos, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, teve baixa de 0,7%, indo a 9.003,40 pontos.

A retração nos mercados globais ocorre em meio a pressões contínuas sobre companhias beneficiadas pelo avanço tecnológico da inteligência artificial. Os papéis do setor enfrentam meses de oscilação devido a temores de que a expansão de data centers de IA perca ritmo com o encarecimento de empréstimos. Além disso, críticos apontam que as cotações dessas empresas subiram em excesso, configurando uma bolha financeira.

Em Wall Street, o índice S&P 500 caiu 4,4% na quinta-feira — o pior desempenho diário desde as tarifas do “Dia da Libertação” anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em abril de 2025. O tombo anulou completamente o ganho registrado na véspera, que havia sido o melhor resultado em três meses. O S&P 500 encerrou cotado a 7.353,73 pontos, com uma perda de 334,89 pontos.

O Dow Jones Industrial Average despencou 1.833,06 pontos (3,4%), para 51.523,06 pontos. Já o Nasdaq Composite caiu 1.421,52 pontos (5,5%), fechando a 24.315,00 pontos. O Nasdaq, focado em tecnologia e IA, ficou 11,9% abaixo da máxima histórica alcançada no mês anterior, patamar que define uma “correção” no mercado financeiro.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, trouxeram novos desafios. Vitórias de candidatos democratas pelo país levantaram a possibilidade de imposição de pausas governamentais na construção de novos data centers. Eleitores de diferentes espectros políticos demonstraram cautela em relação à IA e reprovação diante do encarecimento nas contas de energia associado a essas estruturas.

Uma desaceleração na construção de data centers reduziria a demanda por chips de inteligência artificial, consumo de eletricidade e outros serviços que impulsionam grande parte do crescimento econômico americano.

Entre as empresas mais afetadas:

  • Nvidia: recuou 9,3%, pesando fortemente sobre o S&P 500. No acumulado de 2026, a fabricante de chips registra queda de 2,6%, após altas expressivas de 39%, 171% e 239% nos três anos anteriores.
  • Advanced Micro Devices (AMD): despencou 17,3%.
  • CoreWeave: caiu 9,8%.
  • GE Vernova: recuou 7,5%.

Analistas apontam que a alta influência das fabricantes de chips de IA acentua as perdas em Wall Street, visto que uma oscilação de 1% nas ações da Nvidia afeta o S&P 500 mais do que o mesmo movimento em quase qualquer outro ativo americano. No longo prazo, a tendência é que os preços das ações acompanhem os lucros corporativos e as taxas de juros, dependendo mais desses fatores do que do controle político em Washington.

No mercado de energia, o petróleo bruto de referência nos EUA subiu 0,60%, para US$ 91,06 por barril, enquanto o Brent avançou 3,88%, cotado a US$ 98,29 por barril, impulsionado por incertezas sobre o conflito com o Irã e a normalização da indústria global de energia.

No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano continuaram em queda na quinta-feira. O rendimento do título de 10 anos recuou para 4,84%, ante 4,90% no encerramento da quarta-feira, 4,95% na noite das eleições e mais de 5,30% no mês passado. O movimento sugere a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante da volatilidade das ações, apesar de dados mostrarem redução nos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos.

No câmbio, o dólar valorizou-se para 157,83 ienes, ante 157,65 ienes, enquanto o euro era negociado a US$ 1,1216, levemente abaixo dos US$ 1,1218 anteriores.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/bolsa-do-japao-cai-mais-de-6percent-apos-tombo-de-acoes-de-ia-nos-eua.ghtml

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