A residência onde Marilyn Monroe passou seus últimos meses e faleceu em 1962, localizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, tornou-se o centro de um embate judicial. Mais de 60 anos após a morte da atriz, os atuais proprietários desejam demolir o imóvel, mas a prefeitura se opõe e determinou a preservação da construção como patrimônio histórico.
O bangalô em estilo espanhol, construído na década de 1920, foi adquirido pela atriz em fevereiro de 1962 por US$ 77,5 mil, sendo a única casa que Marilyn comprou em seu próprio nome. Seis meses mais tarde, a estrela de Hollywood morreu no endereço, supostamente devido a uma overdose de barbitúricos.
Em 2023, Brinah Milstein e Roy Bank compraram a propriedade por US$ 8,35 milhões com o objetivo de demolir a estrutura e ampliar um terreno vizinho que já pertencia ao casal. Embora tenham obtido uma autorização inicial para a demolição e a reconstrução, o cenário mudou após a reação de moradores e fãs, culminando em uma proposta da vereadora Traci Park para reconhecer o local como marco histórico.
Park defendeu que a perda da residência representaria um revés para a memória de Los Angeles e apontou que menos de 3% dos imóveis históricos da cidade estão ligados ao legado feminino. Em junho de 2024, a casa foi oficialmente declarada um marco histórico-cultural, resultando na revogação das licenças de demolição.
Diante da situação, Milstein e Bank ajuizaram uma ação federal em janeiro de 2026. Em abril do mesmo ano, a Pacific Legal Foundation assumiu a representação jurídica dos donos sem cobrança de honorários. A instituição sustenta que a medida da prefeitura infringe a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a qual determina compensação justa quando o governo restringe o uso de uma propriedade.
O processo aponta que os proprietários enfrentam gastos contínuos com tributos, licenças, despesas legais e segurança, além de relatarem um aumento na circulação de invasores e criminosos no local devido à classificação histórica. Conforme a fundação, caso a intenção da municipalidade seja transformar o endereço em um museu ou monumento público, o governo deveria arcar com os custos em vez de repassá-los aos donos.
Em resposta à movimentação jurídica, a prefeitura de Los Angeles protocolou um pedido para que o processo seja arquivado, mantendo a proteção da residência contra qualquer demolição enquanto o impasse segue na Justiça.
