O papa Leão XIV afirmou, nesta sexta-feira (6), que optou por votar por correspondência nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como Midterms. A decisão marca um feito inédito na história para um líder católico no exercício do pontificado.
Durante voo que partiu de Roma em direção ao Uruguai — onde inicia um roteiro de 12 dias pela América do Sul —, o pontífice declarou a um jornalista que sente orgulho de sua cidadania e de cumprir seu papel cívico. “Tenho orgulho de ser americano e de exercer esse direito”, afirmou.
Nascido em Chicago sob o nome de Robert Prevost, Leão é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos e, conforme aponta o histórico, o primeiro a participar de uma eleição civil enquanto comanda a Igreja Católica. Antecessores como o argentino Francisco optaram por não votar. Líderes de gestões anteriores e autoridades locais do Condado de Will, ao sul de Chicago, confirmaram na semana anterior que o papa requisitou uma cédula de voto por correio para o pleito.
A posição oficial foi reforçada em 30 de outubro pelo Vaticano, que destacou que o líder máximo de 1,4 bilhão de fiéis ao redor do globo defende “no direito e no dever dos cidadãos de participarem dos processos democráticos”.
Apesar de o papa adotar a postura de evitar manifestações explicitamente políticas, o pontífice já gerou atritos com o presidente Donald Trump em virtude de críticas severas feitas anteriormente contra a guerra no Irã. Questionado a bordo da aeronave sobre os desdobramentos eleitorais no Texas — onde os democratas asseguraram o governo estadual e uma vaga no Senado norte-americano em meio a um avanço nacional —, Leão preferiu não emitir comentários.
