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Cientistas mapeiam atividade gênica cerebral em busca de respostas para Alzheimer e Parkinson

Cientistas mapeiam atividade gênica em mais de 6 milhões de células do córtex pré-frontal para decifrar mecanismos do Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia.

Redação•23 de set. de 2026, 18:13
Cientistas mapeiam atividade gênica cerebral em busca de respostas para Alzheimer e Parkinson
Imagem: site

Cientistas mapeiam atividade gênica cerebral em busca de respostas para Alzheimer e Parkinson

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Pesquisadores realizaram um mapeamento detalhado da atividade gênica no córtex pré-frontal, região frontal da camada externa do cérebro localizada atrás da testa. O estudo busca obter novos insights sobre o desenvolvimento normal e condições como Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, servindo como um passo em direção a possíveis novos tratamentos.

O trabalho analisou núcleos de mais de 6,3 milhões de células cerebrais — incluindo neurônios, células imunológicas, células associadas a vasos sanguíneos e células de suporte — coletadas de 1.494 doadores falecidos. As idades variaram desde a infância até 108 anos, contemplando indivíduos sem diagnósticos de distúrbios cerebrais e pessoas com condições como Alzheimer, Parkinson, demência com corpos de Lewy, demência vascular, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Segundo o Dr. Panos Roussos, diretor do Centro de Neurogenômica de Doenças da Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai, em Nova York, e um dos líderes da pesquisa publicada na revista Nature, o mapa ajuda a restringir a busca por tratamentos eficazes, identificando populações celulares vulneráveis e revelando processos associados à preservação da função cerebral. A pesquisa contou com o apoio do consórcio PsychAD e do Instituto Nacional sobre Envelhecimento, parte dos Institutos Nacionais de Saúde do governo dos Estados Unidos.

Semelhanças e envelhecimento cerebral

A investigação apontou que Alzheimer, demência de corpos de Lewy, demência vascular e Parkinson compartilham características marcantes na atividade gênica ligada ao desenvolvimento de células nervosas, comunicação neuronal e biologia dos vasos sanguíneos. Além disso, foram identificadas vias comuns entre Alzheimer e Parkinson na micróglia, células imunes residentes no cérebro.

Ao comparar amostras de diferentes faixas etárias, os cientistas observaram extensas alterações moleculares durante o desenvolvimento até a idade adulta, seguidas de estabilidade relativa e novas mudanças na velhice, sobretudo nas células imunológicas e de suporte. Uma idade aproximada de 24 anos foi identificada como um ponto de transição em que a maior parte dos tipos celulares na região se torna mais estável.

Risco genético e ritmos biológicos

O estudo também associou o risco genético hereditário a genes e tipos celulares específicos, mapeando influências na atividade de mais de 14.000 genes. Os pesquisadores reconstruíram padrões diários de atividade gênica e notaram que, enquanto adultos jovens e de meia-idade possuem genes do relógio biológico com padrões coordenados nos neurônios, adultos mais velhos apresentam padrões mais fracos e menos sincronizados.

A pesquisa ainda desenvolveu perfis moleculares de doadores com Alzheimer, identificando variações na regulação gênica entre indivíduos com o mesmo diagnóstico, o que pode embasar futuras estratégias de tratamento individualizadas.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/cientistas-mapeiam-atividade-genica-no-cortex-pre-frontal-do-cerebro-em-busca-de-repostas-para-alzheimer-parkinson-e-esquizofrenia/

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