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Data centers nos EUA geram barulho e poluição perto de casas

Reportagem mostra os impactos de barulho, poluição e proximidade de data centers para moradores nos Estados Unidos e os desdobramentos da discussão no Brasil.

Redação•24 de out. de 2026, 05:30
Data centers nos EUA geram barulho e poluição perto de casas
Imagem: site

Data centers nos EUA geram barulho e poluição perto de casas

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A expansão global da inteligência artificial tem acelerado a corrida pela construção de data centers, complexos responsáveis pelo armazenamento e processamento de dados digitais. No entanto, o avanço dessas estruturas tem gerado sérias preocupações para quem vive em áreas vizinhas, conforme revelou uma reportagem exibida pelo programa Fantástico.

No condado de Loudoun, na Virgínia, Estados Unidos, moradores enfrentam os impactos diários da concentração de mais de 200 unidades na região, onde há 16 anos há construções contínuas de novos centros. Por exigirem imensas quantidades de energia e água para evitar o superaquecimento de milhares de computadores, essas estruturas têm avançado consideravelmente sobre as zonas residenciais.

Barulho constante, fumaça e impactos na saúde

Moradores locais, identificados como Lindsay, Greg e Jessica, relatam transformações drásticas na rotina desde 2022. Um dos complexos gerou forte poluição sonora e atmosférica por operar com oito turbinas movidas a gás natural e dezenas de geradores a diesel de emergência. Relatos apontam um zumbido permanente, presença de fumaça escura, odor de diesel no ar e episódios extremos, como a necessidade de abandono temporário da residência após o funcionamento ininterrupto dos geradores por 24 horas.

Especialistas também acompanham os riscos ambientais. Um estudo elaborado por um pesquisador de Harvard e citado na reportagem estima que a poluição de apenas um dos data centers locais pode acarretar custos de até US$ 99 milhões anuais relacionados a internações hospitalares e mortes prematuras.

Disputas por torres de energia e o cenário no Brasil

O aumento expressivo na demanda elétrica exige novas linhas de alta tensão. Vicky Woo, moradora da região há mais de duas décadas, lidera uma resistência judicial contra a instalação de uma torre de transmissão de 56 metros a menos de 15 metros de sua residência, apontando riscos estruturais em caso de quedas durante tempestades.

O debate também alcança o Brasil, que recentemente aprovou o programa Redata para conceder incentivos fiscais a investimentos no setor. Embora a legislação exija o uso de energia renovável ou de baixa emissão e a redução no consumo de água, especialistas apontam que tópicos cruciais como controle de ruídos, emissões atmosféricas e distâncias mínimas de áreas residenciais ainda carecem de regulamentação detalhada.

Fonte: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/10/23/zumbido-que-nao-para-fantastico-mostra-como-e-morar-ao-lado-de-um-data-center-nos-eua.ghtml

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