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Economia

Desafios econômicos e institucionais marcam novo mandato presidencial

Início de novo mandato presidencial recoloca em pauta desafios fiscais, educacionais e institucionais sob a ótica da Análise Econômica do Direito.

Redação•26 de out. de 2026, 17:30
Desafios econômicos e institucionais marcam novo mandato presidencial
Imagem: site

Desafios econômicos e institucionais marcam novo mandato presidencial

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A recente eleição presidencial que encerrou-se em 25 de outubro traz como principal novidade a continuidade política. Luiz Inácio Lula da Silva inicia o quarto mandato, sendo o sexto do seu partido nos últimos 25 anos. A longevidade no poder amplia a responsabilidade sobre os problemas que persistem no país, conforme aponta a perspectiva da Análise Econômica do Direito.

O primeiro grande entrave apontado é o cenário fiscal. O Estado assumiu mais despesas do que sua capacidade financeira suporta. A prática recorrente de elevar a arrecadação em vez de lidar com a estrutura de gastos encarece a atividade produtiva e retrai investimentos, transferindo recursos do setor privado para o público.

No setor de produtividade, o Brasil enfrenta dificuldades para transformar capital, trabalho e tecnologia em crescimento sustentado. De acordo com a análise, subsídios e escolhas protecionistas de setores específicos não substituem a necessidade de segurança jurídica, concorrência, infraestrutura adequada e redução de custos regulatórios.

A formação de capital humano também integra o rol de prioridades. Indicadores de alfabetização mascaram a realidade de que muitos formados não dominam competências básicas de leitura, escrita e matemática. Conforme destacado no debate educacional, a questão central é se o aluno formado sai preparado para atuar como trabalhador competente.

No âmbito institucional, a insegurança jurídica e a morosidade nos tribunais funcionam como um imposto invisível sobre a economia. Luciana Yeung, professora associada e coordenadora do Insper Center for Law & Economics, pontua que a Presidência deve exercer liderança para dialogar entre os Poderes e fortalecer a eficiência das regras.

As políticas sociais também demandam reavaliação. O objetivo de combater a pobreza não deve se apoiar apenas no volume de recursos distribuídos, mas em gerar autonomia para que os cidadãos deixem de depender permanentemente do Estado.

Por fim, a vitória eleitoral com margem estreita em um país polarizado exige foco em resultados mensuráveis, eficiência institucional e avaliações independentes, transformando a experiência acumulada em soluções reais para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/direito-e-economia/novo-governo-velhos-desafios/

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