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Diplomatas estrangeiros articulam estratégia para coibir interferência externa

Diplomatas estrangeiros em Brasília discutem estratégia para reconhecer rapidamente o vencedor do segundo turno brasileiro e evitar interferência de Trump e Milei.

Redação•23 de out. de 2026, 12:30
Diplomatas estrangeiros articulam estratégia para coibir interferência externa
Imagem: site

Diplomatas estrangeiros articulam estratégia para coibir interferência externa

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Representantes diplomáticos estrangeiros baseados em Brasília articulam uma estratégia para realizar um reconhecimento rápido do vitorioso no segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, agendado para este domingo, 25. Conforme informações divulgadas pela agência de notícias Reuters nesta sexta-feira, 23, a medida tem como meta evitar que líderes internacionais declarem resultados antes do pronunciamento oficial das autoridades competentes.

De acordo com quatro embaixadores consultados pela Reuters, cujas negociações seguem em andamento dependendo de consultas aos governos de origem, o receio central recai sobre uma eventual interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou do mandatário da Argentina, Javier Milei, ambos aliados da família Bolsonaro. A disputa presidencial brasileira ocorre entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Dois diplomatas expressaram apreensão de que administrações estrangeiras ponham em dúvida o resultado caso Lula vença por margem estreita. Um dos embaixadores, sob anonimato, declarou que não se surpreenderia se Trump ou Milei apontassem Bolsonaro como vencedor antes da apuração oficial, alimentando o temor de uma crise institucional de grandes proporções.

Na última terça-feira, o Itamaraty repudiou declarações de Javier Milei relativas a uma suposta fraude no pleito brasileiro, qualificando o episódio como uma tentativa nova e inadmissível de ingerência externa na democracia nacional. Pelas redes sociais, o chefe de Estado argentino compartilhou material crítico a Lula e mencionou a expectativa de que o pleito não sofra adulterações.

O alerta internacional também se apoia em antecedentes envolvendo Donald Trump. Durante a apuração presidencial em Honduras no ano de 2025, o líder americano questionou a lisura do processo sem exibir provas e proferiu ameaças sobre eventuais modificações nos resultados preliminares favoráveis ao candidato que apoiava.

Em 2022, o respaldo internacional imediato de nações europeias e dos Estados Unidos à vitória de Lula fortaleceu a validade do pleito diante da relutância do ex-presidente Jair Bolsonaro em aceitar o revés eleitoral — lembrando que o ex-mandatário recebeu condenação de 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de Estado.

Para o corpo diplomático, a agilidade na validação internacional será crucial, particularmente em um cenário de vitória apertada do candidato do PT, o que poderia estimular contestações infundadas. Um embaixador europeu pontuou à agência que a prioridade é ratificar um pleito conduzido sob padrões adequados, reiterando confiança nas urnas brasileiras.

A dois dias do pleito, a corrida eleitoral aponta Flávio Bolsonaro com 50,5% dos votos válidos contra 49,5% de Lula, conforme a terceira rodada do levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel), publicada nesta sexta-feira. A oscilação de um ponto percentual permanece inserida na margem de erro, estimada em 2,6 pontos para mais ou para menos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/diplomatas-estrangeiros-temem-interferencia-de-trump-e-milei-no-segundo-turno-brasileiro-diz-agencia/

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