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Economia

Ajuste das contas públicas deve ocorrer sem loucuras, diz ministro da Fazenda

Ministro da Fazenda defende ajuste gradual nas contas públicas, enquanto campanha oponente promete corte de gastos.

Redação•23 de out. de 2026, 13:30
Ajuste das contas públicas deve ocorrer sem loucuras, diz ministro da Fazenda
Imagem: site

Ajuste das contas públicas deve ocorrer sem loucuras, diz ministro da Fazenda

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira (23) que o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê um ajuste nas contas públicas sem "dar cavalo de pau" ou "fazer loucuras" na economia. A meta é conter o avanço do endividamento público para reduzir a taxa de juros e estimular a economia, que apresenta sinais de desaceleração.

Em entrevista ao Uol na condição de representante da campanha de Lula, Durigan classificou como inviável um corte de R$ 200 bilhões nas contas em apenas um ano. "A gente tem de melhorar o fiscal, mas sem retrocesso. Não dá pra fazer R$ 200 bilhões como eles estão dizendo. Se dissessem que parariam com reajustes, cortariam programas, seria bastante difícil, mas teria mais clareza da proposta deles", afirmou o ministro.

Especialistas em economia vêm demonstrando recorrente preocupação com o rumo das contas públicas. Para eles, os sucessivos déficits fiscais pressionam os juros e o endividamento, exigindo um corte de gastos mais severo por parte do governo.

Proposta da oposição e visão dos especialistas

A campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno das eleições marcado para o próximo domingo (25), aposta em um ajuste fiscal acelerado por meio de um "tesouraço" nos gastos públicos. Daniella Marques, coordenadora da campanha opositora, foi convidada pelo Uol para a mesma entrevista, mas declinou alegando conflitos de agenda.

O plano de governo de Flávio Bolsonaro defende o "Brasil que Não Volta Atrás", mencionando o corte de gastos públicos, equilíbrio fiscal, reforma do Estado, combate à corrupção, redução de impostos e a sustentabilidade das promessas.

Por outro lado, economistas apontam ceticismo quanto à viabilidade de um ajuste fiscal drástico e veloz, citando as promessas de preservar programas sociais, elevar o salário mínimo e as aposentadorias acima da inflação, além de preservar investimentos em saúde e educação.

Metas do Partido dos Trabalhadores

O ministro da Fazenda ratificou que a estratégia do Partido dos Trabalhadores consiste em um reequilíbrio fiscal gradual, estimado em dois pontos do Produto Interno Bruto (PIB) durante um eventual quarto mandato do presidente Lula. Durigan também reiterou que o governo entregará superávit nas contas em 2027, conforme previsto na proposta orçamentária. No entanto, analistas apontam o desafio da meta frente a promessas de campanha, como o reajuste do Bolsa Família.

O plano da campanha governista projeta um ajuste de aproximadamente dois pontos do PIB entre 2027 e 2030, projetando a transição de um déficit primário de cerca de 0,4% do PIB em 2026 para um superávit de 1,6% do PIB em 2030.

Em contrapartida, dados do relatório de Acompanhamento Fiscal de junho da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, indicam a necessidade de um superávit primário de 2,1% do PIB ao ano apenas para conter o crescimento da dívida pública.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/23/ministro-da-fazenda-fala-em-ajuste-das-contas-publicas-sem-dar-cavalo-de-pau-ou-fazer-loucuras-flavio-tem-prometido-tesouraco.ghtml

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