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Documentos falsos e IA: como biometria e KYC combatem fraudes

Especialistas explicam como a combinação de biometria facial, análise de dispositivos e KYC ajuda a combater fraudes digitais e documentos falsos.

Redação•04 de nov. de 2026, 06:30
Documentos falsos e IA: como biometria e KYC combatem fraudes
Imagem: site

Documentos falsos e IA: como biometria e KYC combatem fraudes

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A evolução das ferramentas digitais e o avanço da inteligência artificial tornaram possível a criação de documentos falsos cada vez mais convincentes, exigindo que empresas combinem diferentes tecnologias para validar identidades em ambientes virtuais. Especialistas apontam que a verificação de documentos por si só não responde a todas as questões de segurança necessárias para abrir contas ou contratar serviços online.

Diferenciação de processos e limites da tecnologia

Para garantir jornadas seguras, é fundamental distinguir três etapas: assinatura eletrônica, verificação de identidade e verificação documental. Esta última avalia a consistência e a autenticidade do documento apresentado, enquanto a verificação de identidade confirma se a pessoa é realmente quem diz ser.

Soluções de verificação documental utilizam leitura automatizada, análise visual e checagens de dados para identificar divergências. Contudo, imagens sem nitidez, documentos danificados ou modelos não previstos podem impedir conclusões definitivas. Especialistas ressaltam que a identificação de uma inconsistência não comprova automaticamente uma fraude, servindo muitas vezes como um alerta para checagens adicionais.

Biometria facial, prova de vida e o golpe do sósia

Mesmo com documentos consistentes, é preciso confirmar a titularidade por meio da biometria facial e da prova de vida (liveness), que atesta a presença real do usuário diante da câmera, evitando o uso de fotos ou reproduções. No entanto, essas tecnologias também enfrentam desafios, como o chamado golpe do sósia. Nessa modalidade, fraudadores utilizam ferramentas para comparar o próprio rosto com imagens de terceiros, encontrando pessoas com aparências semelhantes capazes de atingir até 99% de similaridade facial em validações biométricas, conforme dados da Serasa Experian.

Análise de dispositivos e o conceito de KYC

Outro recurso complementar envolve a análise de características do aparelho e do histórico de uso. Sinais de acesso incomuns podem exigir novas validações, embora trocar de aparelho não signifique necessariamente fraude por si só. Essas informações integram o conceito de KYC (Know Your Customer, ou Conheça seu Cliente), que unifica dados cadastrais, documentos, biometria e sinais de dispositivos por meio de APIs.

A atuação da Serasa Experian

No mercado, ferramentas como as oferecidas pela Serasa Experian combinam validação documental, biometria facial com prova de vida, KYC e análise de dispositivos. A tecnologia da empresa processa mais de 9 milhões de documentos mensalmente, apoiando-se em uma base de 200 milhões de documentos validados e aplicando mais de 10 mil regras de análise para cobrir documentos como RG, DNI, CIN, CNH física e digital, RNE, RNM e OAB.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/ciberseguranca/serasa/noticia/2026/11/03/documentos-falsos-e-inteligencia-artificial-como-kyc-biometria-facial-e-analise-de-dispositivos-trabalham-juntos.ghtml

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