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Economia

Economistas analisam promessas de Lula e Flávio diante de Orçamento apertado

Economistas avaliam propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para a economia brasileira em meio a um Orçamento apertado e dívida pública em alta.

Redação•24 de out. de 2026, 07:30
Economistas analisam promessas de Lula e Flávio diante de Orçamento apertado
Imagem: site

Economistas analisam promessas de Lula e Flávio diante de Orçamento apertado

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Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para este domingo (25), especialistas em economia avaliam o impacto das propostas dos candidatos sobre o Orçamento e a dívida pública brasileira, que se aproxima de R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB.

Com 90% das despesas primárias previstas no Orçamento de 2027 já comprometidas com gastos obrigatórios, como aposentadorias, salários e benefícios sociais, economistas questionam como serão financiadas as medidas anunciadas pelas campanhas.

Renegociação de dívidas e impacto nas contas públicas

Flávio Bolsonaro propôs que o governo utilize a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas inadimplentes de bancos e renegociá-las com juros menores e prazos longos, além de criar o programa "Ganha-Ganha". Especialistas como Murilo Viana e Daniel Duque apontam riscos na transferência de dívidas privadas para instituições públicas e em possíveis mudanças no comportamento de crédito dos bancos.

Por sua vez, o presidente Lula sancionou uma lei para perdoar dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com a União, abrangendo cerca de R$ 12,6 bilhões de 3,6 milhões de empreendedores, e incluiu o grupo no Desenrola 3.0, que exige descontos de pelo menos 90% por parte dos bancos na compra de carteiras de crédito.

Cortes de gastos e arrecadação

A equipe de Flávio Bolsonaro prometeu um corte de gastos equivalente a 1,5% do PIB, a revisão do arcabouço fiscal e a redução da estrutura estatal, além de revisar a reforma tributária, retomar o Perse e acabar com o "split payment". Economistas avaliam que promessas genéricas de eficiência são insuficientes diante do peso das despesas obrigatórias e alertam sobre a falta de espaço para reduzir a arrecadação.

Enquanto isso, Lula prevê ampliar gastos com programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia, transporte público gratuito aos fins de semana, valorização do salário mínimo e subsídios aos combustíveis. Especialistas questionam a estratégia de elevar despesas contando com o aumento de arrecadação em um cenário de rigidez orçamentária.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/24/quem-paga-a-conta-economistas-analisam-promessas-de-lula-e-flavio-diante-de-orcamento-apertado.ghtml

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