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Eleições nos EUA: 11 estados podem mudar de partido no Senado

Cadeiras em 11 estados americanos podem mudar de partido no Senado em eleições acirradas marcadas por fortes investimentos financeiros e debates locais.

Redação•03 de nov. de 2026, 08:30
Eleições nos EUA: 11 estados podem mudar de partido no Senado
Imagem: site

Eleições nos EUA: 11 estados podem mudar de partido no Senado

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A disputa pelo controle do Senado dos Estados Unidos apresenta 11 estados que podem mudar de partido nas eleições desta terça-feira (3). Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras hoje ocupadas por republicanos, além de manter todas as suas próprias, para obter a maioria. Por outro lado, os republicanos investem pesado para defender sua maioria, contando com o apoio da rede política do presidente Donald Trump e de Elon Musk.

Cadeiras em disputa mapeadas

A classificação do ranking da CNN se baseia em cobertura jornalística, conversas com estrategistas envolvidos nas campanhas, arrecadação de recursos, pesquisas e no cenário partidário de cada estado. Abaixo estão as 11 cadeiras avaliadas:

  • Carolina do Norte: É considerada a cadeira com maior probabilidade de mudar de partido. O democrata Roy Cooper aparecia com vantagem de 14 pontos sobre o republicano Michael Whatley em pesquisa da High Point University/YouGov, e os republicanos reduziram os gastos na reta final.
  • Ohio: O ex-senador Sherrod Brown lidera a média do Poll of Polls da CNN com 50% contra 45% do senador republicano Jon Husted. A disputa registrou o segundo maior volume de gastos, superando US$ 141 milhões por parte dos republicanos e US$ 102 milhões dos democratas em outubro.
  • Texas: Sem um líder claro na média de pesquisas, a disputa envolve James Talarico e o republicano Ken Paxton. O estado registrou forte votação antecipada e investimentos expressivos de Elon Musk, enquanto o senador Ted Cruz declarou a possibilidade de o partido perder as disputas estaduais.
  • Maine: O democrata Troy Jackson lidera a senadora republicana Susan Collins por 50% a 46%, em uma eleição marcada por questionamentos sobre a rejeição ao Partido Republicano e a Trump.
  • Alasca: A disputa entre a ex-deputada Mary Peltola e o senador Dan Sullivan ficou mais acirrada após o surgimento de um segundo candidato com o mesmo nome na cédula de votação por escolha ranqueada, gerando investigações criminais estaduais e federais.
  • Kansas: O democrata Adam Hamilton aparece à frente do senador republicano Roger Marshall em pesquisa do New York Times/Siena, impulsionado por fortes investimentos financeiros e insatisfação no setor agrícola.
  • Iowa: O democrata Josh Turek e a republicana Ashley Hinson aparecem empatados com 46% e 45%, respectivamente, em disputa pela cadeira deixada por Joni Ernst.
  • Michigan: O democrata Abdul El-Sayed lidera o ex-deputado republicano Mike Rogers por 50% a 45%, apesar de a deputada Haley Stevens ter anunciado apoio a Rogers na reta final.
  • Nova Hampshire: O deputado democrata Chris Pappas abriu vantagem de 12 pontos sobre o ex-senador republicano John Sununu, conforme pesquisa do Centro de Pesquisas da Universidade de New Hampshire.
  • Carolina do Sul: A senadora republicana Darline Graham e a democrata Annie Andrews aparecem empatadas em pesquisa recente, após momentos difíceis na campanha de Graham.
  • Geórgia: O senador democrata Jon Ossoff tem se mantido à frente do republicano Mike Collins ao longo de toda a disputa, com foco também em seu impacto na eleição para o governo estadual.

Outros estados, como Nebraska, Mississippi e Minnesota, também foram monitorados, mas uma mudança de partido nesses locais é considerada improvável no atual cenário.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nos-eua-11-estados-podem-mudar-de-partido-no-senado/

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