NewsHub
Economia

Dólar abre em alta a R$ 5,51 com eleições nos EUA e juros

Dólar inicia sessão em alta a R$ 5,5126 nesta terça-feira (3), impulsionado pelas eleições midterms nos Estados Unidos e expectativas sobre juros.

Redação•03 de nov. de 2026, 09:30
Dólar abre em alta a R$ 5,51 com eleições nos EUA e juros
Imagem: site

Dólar abre em alta a R$ 5,51 com eleições nos EUA e juros

Ouça esta matéria em voz alta

O dólar americano iniciou as negociações desta terça-feira (3) com valorização de 1,21%, cotado a R$ 5,5126 por volta das 9h. Na última sexta-feira (30), a moeda norte-americana havia fechado cotada a R$ 5,44, acumulando um ganho superior a 9% na semana anterior. No acumulado do mês, a alta registra 5,22%, enquanto o ano apresenta recuo de 0,81%.

As operações do Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, têm início marcado para as 10h. O índice encerrou a semana encerrada em 30 de outubro de 2026 com uma desvalorização de 18,12%, registrando sua quinta maior queda semanal desde o lançamento do Plano Real, em julho de 1994, conforme levantamento da Elos Ayta baseado em informações da B3. A retração emparelhou, com duas casas decimais, o tombo observado na semana dos ataques de 11 de setembro de 2001. As retrações mais expressivas da história do índice ocorreram na crise financeira asiática de 1997 (-22,17%), na crise financeira global de 2008 (-20,01%) e no começo da pandemia de Covid-19 em 2020 (-18,88%). Segundo a análise da Elos Ayta, o fator determinante para o recuo em outubro de 2026 foi político e interno: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que frustrou as projeções de parcela dos investidores quanto a potenciais alterações na gestão da política econômica e gerou reprecificação dos ativos do país. O Ibovespa ainda acumula queda de 9,88% no mês e alta de 4,22% no ano.

Fatores externos e midterms nos EUA

O foco principal do mercado financeiro nesta sessão recai sobre as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. O pleito desta terça-feira (3) renovará a quase totalidade do Congresso norte-americano, abarcando todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. A votação possui relevância direta para o presidente Donald Trump, visto que o resultado define a margem de manobra do governo na aprovação de pautas sobre gastos públicos, tributos e regulações, além de impactar o cenário internacional para juros e câmbio.

Adicionalmente, os investidores monitoram novos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que devem fornecer sinais sobre a economia norte-americana e balizar os próximos passos do Federal Reserve (Fed) na definição das taxas de juros.

Cenário doméstico e bolsas na Ásia

No âmbito nacional, o mercado aguarda a decisão do Banco Central agendada para quarta-feira (4). Sob pressões fiscais e eleitorais, a previsão predominante entre os investidores é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa Selic estabilizada em 13,75% ao ano.

No exterior, os mercados acionários asiáticos fecharam em baixa nesta terça-feira, à medida que investidores julgaram insuficientes os estímulos para a injeção de capital na economia. Na China, o Índice de Xangai (SSEC) recuou 0,82% e o CSI300 caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi despencou 3,59%, enquanto o Hang Seng em Hong Kong avançou 0,57%. O mercado japonês, representado pelo Nikkei, manteve-se fechado.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/03/dolar-ibovespa.ghtml

Compartilhar