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Embaixada dos EUA fecha atendimento presencial no Brasil após ameaça

EUA suspendem atendimento presencial em embaixada e consulados no Brasil nesta sexta-feira (2) após ameaça de ataque na internet.

Redação•03 de out. de 2026, 05:30
Embaixada dos EUA fecha atendimento presencial no Brasil após ameaça
Imagem: site

Embaixada dos EUA fecha atendimento presencial no Brasil após ameaça

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Os Estados Unidos suspenderam nesta sexta-feira (2) os atendimentos presenciais na Embaixada e nos Consulados dos Estados Unidos no Brasil. Na mesma decisão, os funcionários receberam orientação para trabalhar em home office. A medida teria ocorrido em razão de uma ameaça na internet relacionada a um ataque terrorista contra as instalações diplomáticas.

Especialistas em política internacional apontam que cenários eleitorais tensos frequentemente levam representações diplomáticas americanas a adotarem protocolos rigidos de segurança. Segundo o analista internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna, o pleito atual aciona procedimentos de proteção devido a um ambiente de instabilidade.

O analista relembrou acontecimentos como a contestação de resultados e os atos de violência ocorridos em Brasília em janeiro de 2023, após a posse do presidente Lula. Sant’Anna também citou episódios recentes, incluindo a suspeita envolvendo uma mochila que conteria explosivos e o contexto em que o governo brasileiro acusa os Estados Unidos de tentativa de interferência e intromissão nas eleições. Para ele, esse conjunto de fatores cria um cenário com potencial para gerar ações violentas contra alvos norte-americanos.

Sobre os alertas emitidos por Austrália e Reino Unido aos seus cidadãos, Lourival explicou que a medida decorre da participação desses países na aliança de compartilhamento de dados de inteligência conhecida como Cinco Olhos (Five Eyes), que também integra os Estados Unidos, além da Nova Zelândia e do Canadá. Devido a essa cooperação, os governos aliados compartilham tanto as informações quanto as preocupações de segurança.

A analista internacional Fernanda Magnotta destacou que a interrupção temporária de serviços consulares e o fechamento de representações diplomáticas antes de pleitos são práticas comuns, em especial em nações marcadas por forte polarização. Ela recordou que, em outubro de 2020, os EUA suspenderam temporariamente os serviços consulares em representações na Turquia, após receberem relatos considerados críveis sobre potenciais atentados e sequestros direcionados a cidadãos norte-americanos e estrangeiros, com menção explícita ao consulado situado em Istambul.

O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Rubens Barbosa, avaliou que não há expectativa de uma intervenção direta do governo norte-americano em território brasileiro. Contudo, Barbosa ponderou que um desfecho eleitoral muito apertado, caso o candidato derrotado questione a lisura e a transparência da apuração, pode motivar uma pressão mais incisiva por parte dos Estados Unidos — sobretudo no cenário de uma derrota de Bolsonaro. Segundo o ex-embaixador, o cenário máximo provável envolve ameaças de sanções e coerção, descartando ações mais graves como intervenção militar.

No âmbito da segurança cibernética, Lourival Sant’Anna informou que sua apuração indica que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) não encontrou indícios de tentativas de ataques cibernéticos contra as instalações americanas. O analista pontuou que o órgão apenas monitora os eventos públicos citados, as posturas políticas e as medidas de coerção econômica implementadas pelos Estados Unidos.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/e-comum-eua-fecharem-embaixada-antes-de-eleicoes-tensas-dizem-analistas/

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