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Política

Escolha de ministro da Fazenda acirra divergências no PT após vitória de Lula

A definição do próximo ministro da Fazenda intensifica divergências internas no PT, envolvendo debates sobre juros, ajuste fiscal e a sucessão de Lula para 2030.

Redação•04 de nov. de 2026, 13:32
Escolha de ministro da Fazenda acirra divergências no PT após vitória de Lula
Imagem: site

Escolha de ministro da Fazenda acirra divergências no PT após vitória de Lula

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A definição sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula voltou a intensificar as divisões internas no Partido dos Trabalhadores (PT), impulsionada por debates em torno das taxas de juros e do equilíbrio das contas públicas. De acordo com o editor José Benedito da Silva, a escolha do próximo titular da pasta da Fazenda concentra tanto os rumos econômicos quanto a articulação para a sucessão presidencial de 2030.

Em declaração durante o programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol nesta quarta-feira, 4, o jornalista classificou o cenário como uma das lutas internas mais intensas na legenda. A avaliação indica que o atrito repete pressões observadas no início do terceiro mandato e deve persistir até que o comando da política econômica seja oficialmente anunciado.

Pressão sobre juros e política monetária

Durante a análise, José Benedito recordou que o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi alvo frequente de críticas por alas da esquerda, que relacionavam a manutenção de juros altos aos seus laços com Jair Bolsonaro e a demandas do mercado financeiro.

Contudo, a chegada de Gabriel Galípolo ao posto não encerrou as tensões. Após uma fase inicial de convergência, o ritmo considerado lento na redução dos juros motivou novas manifestações de insatisfação. Segundo o editor, "não é possível baixar juros na marra". O jornalista também pontuou que Fernando Haddad encontrou oposição interna no PT ao gerenciar a Fazenda, sobretudo nas pautas de ajuste fiscal e limitação de despesas.

Cenário para a sucessão de 2030

O processo de escolha para o Ministério da Fazenda também passa pela discussão sobre o futuro político do país. O editor mencionou Rafael Fonteles e Geraldo Alckmin entre os nomes cotados para a vaga, além de citar Camilo Santana ao avaliar alternativas e os desdobramentos políticos da decisão.

Para José Benedito, a liderança da pasta confere visibilidade suficiente para moldar a disputa pela sucessão de Lula, funcionando como um sinal de preferências para 2030 e intensificando a disputa interna.

A tese de André Lara Resende

O debate econômico interno também aborda a perspectiva atribuída ao economista André Lara Resende — um dos arquitetos do Plano Real —, segundo a qual a taxa de juros seria a principal causadora do peso da dívida pública, superando os gastos estatais.

Enquanto a interpretação encontrou receptividade entre petistas contrários à política monetária vigente, o jornalista manifestou ceticismo quanto à sua eficácia na prática, alertando que a adoção da tese pode envolver riscos. O cenário aponta para a continuidade das pressões e críticas de alas do partido por mudanças na diretriz econômica até o pronunciamento definitivo de Lula.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/escolha-do-proximo-ministro-da-fazenda-acirra-uma-guerra-dentro-do-pt-apos-vitoria-de-lula/

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