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Economia

Fundo de ações brasileiras despenca 26% em Nova York após reeleição de Lula

O fundo de ações EWZ despencou 26,02% no pré-mercado em Nova York nesta segunda-feira (26) após a reeleição de Lula.

Redação•26 de out. de 2026, 08:30
Fundo de ações brasileiras despenca 26% em Nova York após reeleição de Lula
Imagem: site

Fundo de ações brasileiras despenca 26% em Nova York após reeleição de Lula

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O fundo de investimentos EWZ, que acompanha o desempenho de papéis de grandes empresas brasileiras na bolsa de Nova York, registrou uma queda de 26,02% no pré-mercado desta segunda-feira (26). A baixa ocorreu após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais.

Por volta das 7h41, no horário de Brasília, o fundo era cotado a US$ 31,51. No fechamento da última sexta-feira (23), o valor estava em US$ 42,59. Na noite de domingo (25), logo após a confirmação do resultado eleitoral, o EWZ já havia apresentado um recuo de cerca de 19% nas negociações conhecidas como after hours. Na sexta-feira, o fundo havia encerrado o pregão em alta de 1,77%.

O ETF funciona como um termômetro para a percepção de investidores estrangeiros a respeito do mercado nacional, uma vez que o Ibovespa não opera aos domingos. O índice principal da bolsa brasileira tem início de negociações previsto para as 10h desta segunda-feira.

Impacto nas ADRs e no mercado de câmbio

As perdas também atingiram os recibos de ações de companhias brasileiras negociados nos Estados Unidos, as chamadas ADRs. Os ativos da Petrobras registraram desvalorização de aproximadamente 20%. No setor bancário, o Itaú recuou 28,5%, o Bradesco caiu 26,8% e o Nubank perdeu 24%. Os papéis do Mercado Livre tiveram baixa de 10,3%.

No mercado futuro da Chicago Mercantile Exchange (CME), o contrato do real com vencimento em novembro chegou a cair 10,02% na noite de domingo, indicando um dólar cotado a cerca de R$ 5,56. O movimento refletiu-se também internacionalmente: na Ásia, contratos futuros do real para novembro recuaram cerca de 10%, e um fundo voltado à bolsa brasileira negociado em Tóquio teve perdas de 15%.

Reação e preocupações dos investidores

Investidores vinham apostando na vitória de Flávio Bolsonaro nas semanas anteriores, na expectativa de alterações na política econômica e de maior rigor no controle das contas públicas. Esse otimismo levou a bolsa a acumular alta de quase 7% em relação ao período pré-primeiro turno até sexta-feira, enquanto o real valorizou-se cerca de 5% frente à moeda americana. Em 2026, até o dia 23, o Ibovespa acumulava ganhos superiores a 27%.

Com a vitória de Lula, houve revisão dessas apostas e forte onda de vendas. A principal preocupação do mercado diz respeito ao cenário fiscal: o desafio do governo em conter o crescimento da dívida pública enquanto mantém gastos com investimentos e programas sociais. A incerteza sobre o equilíbrio dessas prioridades pode levar investidores a exigirem juros mais elevados para financiar o governo, encarecendo o crédito e dificultando novos cortes na taxa básica de juros.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/26/mercado-financeiro-acoes-brasileiras-bolsa-eua.ghtml

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